Candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) visitou, nesta terça-feira (01), o Centro de Estímulo ao Desenvolvimento no Transtorno do Espectro Autista (CED-TEA), localizado no Centro Municipal de Reabilitação Instituto Oscar Clark, no Maracanã. Ele afirmou que pretende levar o modelo para os demais municípios fluminenses.
Centros de diagnóstico, terapia e reabilitação
"Para a população com TEA, usaremos dois modelos, que chamo de Centro de Diagnóstico e Terapia, como funciona este aqui (CED-TEA), onde se faz um diagnóstico multidisciplinar e as terapias adequadas para a avaliação precoce. Isso será financiado pelo governo do estado, mas executado pelos municípios. Vamos também ter um Centro de Reabilitação Estadual para trabalhar com a população jovem acima de 14 anos, com TEA e com a população adulta", disse Paes.
O candidato também assumiu o compromisso de garantir mediadores em salas de aula na proporção de um profissional para cada três alunos na rede pública de ensino.
De acordo com dados oficiais do IBGE, o Estado do Rio possui cerca de 215 mil pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,3% de toda a população fluminense.
O candidato ao Senado, Pedro Paulo, participou da visita e defendeu um conjunto de seis medidas prioritárias de apoio financeiro, saúde mental e suporte social voltados exclusivamente para as mães atípicas.
Na capital, a gestão municipal já inaugurou oito unidades do CED-TEA dedicadas ao atendimento de crianças e adolescentes de zero a 18 anos.
Os centros especializados oferecem um projeto terapêutico individualizado com equipes multiprofissionais, abrangendo especialidades como psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e musicoterapia.
A unidade no Instituto Oscar Clark, a primeira da rede municipal inaugurada em 2024, possui capacidade para realizar até 150 atendimentos semanais com foco em pacientes devidamente rastreados pela Atenção Primária da cidade. As estruturas contam com salas sensoriais com brinquedos educativos, consultórios adaptados e a chamada sala do aconchego, um ambiente projetado com baixa estimulação para acolher pacientes.
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