O 13 de julho marca uma data especial: Dia Nacional de Conscientização sobre o TDAH. O transtorno, muito caracterizado por distração constante, dificuldade para manter a atenção, impulsividade e desafios para organizar a rotina, ainda tem seus desafios na sociedade. E o principal deles é o seu diagnóstico.
De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 2 milhões de brasileiros vivem com TDAH. O diagnóstico do TDAH é clínico e deve ser feito por um profissional habilitado, com uma investigação detalhada da história da pessoa desde a infância, como detalha a neuropsicóloga Wanessa Berba.
"A avaliação neuropsicológica também pode ser uma grande aliada para entender como estão funcionando a atenção, a memória, as funções executivas e outras habilidades cognitivas. O tratamento costuma envolver psicoeducação, psicoterapia, estratégias de organização e, quando necessário, medicação prescrita pelo médico", afirma.
Quando descoberto na infância, o tratamento fica mais fácil. Porém, muitos brasileiros estão tendo o diagnóstico na vida adulta, o que pode gerar alguns traumas e respostas de situações vividas no passado, como revela a especialista.
"Muitos adultos chegam ao consultório carregando anos de frustrações, baixa autoestima e a sensação de que 'nunca foram bons o suficiente'. O diagnóstico tardio explica muitas dificuldades vividas ao longo da vida e, apesar de trazer um certo luto pelo tempo perdido, também proporciona alívio, autoconhecimento e a possibilidade de buscar estratégias mais adequadas para viver melhor", salienta, reforçando como deve ser a ajuda com a pessoa diagnosticada:.
"A melhor forma de ajudar é buscando informação e evitando julgamentos. O TDAH não é falta de interesse, preguiça ou desorganização por escolha. Ter paciência, acolher as dificuldades e incentivar a pessoa a seguir o tratamento faz toda a diferença. O apoio da família e das pessoas próximas é um dos fatores que mais contribuem para uma boa evolução", finaliza Wanessa.
Na Alerj, o fotógrafo Thiago Lontra e o jornalista Tiago Azevedo foram diagnosticados na vida adulta.
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