A Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas), o BNDES e a Aegea Saneamento apresentaram o resultado do edital Florestas do Rio, vinculado ao Programa Estadual Florestas do Amanhã. Com um aporte previsto de R$ 39,5 milhões, a iniciativa viabilizará a restauração de 482 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica em dez municípios fluminenses.
Ao todo, sete instituições privadas e do terceiro setor serão responsáveis por executar os projetos selecionados.
A nova fase do programa reforça a estratégia fluminense de ampliar a cobertura florestal em áreas consideradas prioritárias para a produção de água e conservação da biodiversidade.
As cidades atendidas nesta etapa são: Cachoeiras de Macacu, Itaboraí, Magé, Silva Jardim, Paracambi, Miguel Pereira, Rio de Janeiro, Engenheiro Paulo de Frontin, Maricá e Rio Bonito.
O edital inova ao incluir a recuperação de 18,7 hectares de ecossistemas de manguezais em áreas fundamentais para a conservação litorânea. As intervenções programadas ocorrerão no fundo da Baía de Guanabara, no município de Magé, e também na Reserva Biológica Estadual de Guaratiba, situada na Baía de Sepetiba, na zona oeste da capital fluminense.
Além do plantio direto e do manejo da vegetação nativa, os projetos aprovados englobam ações integradas de mobilização social, capacitação técnica de produtores rurais locais e o fortalecimento socioeconômico das cadeias produtivas da restauração. O plano visa maximizar os benefícios ecológicos, humanos e financeiros nos territórios envolvidos.
Com o novo edital, o Florestas do Amanhã ultrapassa o marco de R$ 100 milhões investidos, somando mais de 2,15 milhões de mudas plantadas e a recuperação de 1.294 hectares de Mata Atlântica em 18 cidades do estado.
O programa já gerou mais de 3 mil postos de trabalho e atua diretamente na proteção de mananciais estratégicos para o abastecimento público.
A meta do Governo do Estado do Rio é promover o reflorestamento de 440 mil hectares de Mata Atlântica até o ano de 2050, elevando o índice de cobertura vegetal do território de 30% para 40%.
PIB do Rio cresce em 4,2%
O PIB do Rio avançou 4,2% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo setor industrial, que cresceu 9,8% puxado pela produção recorde de petróleo e gás na indústria extrativa, segundo a Firjan. A construção civil também subiu 2,6%, ajudando a gerar mais de 7 mil vagas. Em contrapartida, o setor de serviços variou 0,3% e a indústria de transformação recuou 1,4%.
Municípios em calamidade
A Alerj repassará R$ 45,5 milhões de seu Fundo Especial para 26 municípios fluminenses em situação de calamidade pública, cabendo R$ 1,75 milhão a cada prefeitura. A Lei 11.238/26, de Douglas Ruas e Guilherme Delaroli, foi sancionada. O governador interino, Ricardo Couto, vetou a obrigação de o TCE fiscalizar os gastos.
Alexandre Knoploch
O deputado Alexandre Knoploch (PL) foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, tendo Munir Neto como vice. Knoploch declarou que dará pleno direito de defesa em oitivas e pretende vistoriar presídios onde policiais estão detidos. Ele destacou que reavaliará casos antigos e que denúncias de cunho puramente ideológico serão arquivadas.
RG para recém‑nascido
O Detran RJ disponibiliza a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) em 21 maternidades públicas fluminenses. O serviço gratuito atende bebês antes da alta médica e ajuda a combater o sub-registro civil, permitindo guardar as digitais da criança no banco de dados. Os pais têm até um ano após o parto para retornar e emitir o documento.
Sinal de TV digital
O Ministério das Comunicações autorizou a retransmissão de TV digital para Itatiaia, Saquarema e Silva Jardim. A emissora Televisão Cidade Modelo será a responsável por levar o sinal às três cidades do Rio de Janeiro. A medida do ministro Frederico de Siqueira Filho visa democratizar o acesso à informação, mas depende da liberação de antenas pela Anatel.
Sismo no litoral do Rio
Uma série de cinco tremores de terra de baixa magnitude foi registrada no oceano, a cerca de 75 km de Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro. Segundo a Rede Sismográfica Brasileira e a USP, os abalos ocorreram entre sexta e sábado, variando de 1,5 a 2,5 mR. Os abalos foram fracos, causados por falhas antigas, e não geraram danos.