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Rayssa Leal e Cordano Russell são os campeões do SLS Rio Takeover

Torneio lotou o Maracanãzinho neste dia dos pais

Rayssa Leal e Cordano Russell são os campeões do SLS Rio Takeover
Rayssa Leal Crédito: Thiago da Luz/ SLS

Rayssa Leal e Cordano Russell foram os grandes campeões do SLS Rio Takeover apresentado pelo Banco do Brasil, realizado neste domingo (9), no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A brasileira conquistou o título da categoria feminina, enquanto o canadense levou a melhor na disputa masculina.

Com mais de 7 mil pessoas presentes, o SLS Rio Takeover reuniu fãs de diferentes gerações no Maracanãzinho, com muitas famílias aproveitando o domingo de Dia dos Pais para acompanhar de perto alguns dos principais nomes do skate street internacional.

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Rayssa foi a campeã feminina do SLS Rio Takeover no Maracanãzinho | Foto: Thiago da Luz/ SLS

A etapa marcou o retorno da Street League Skateboarding (SLS) ao Rio de Janeiro após quatro anos, desta vez em um dos ginásios mais emblemáticos do país. Disputado no formato Spot Takeover, o evento teve como foco as melhores manobras: cada skatista contou com sete tentativas, com as três maiores notas consideradas para definir a classificação final.

A final feminina abriu as disputas do dia com cinco skatistas na pista e uma batalha apertada pelas primeiras posições até as últimas tentativas. Diante da torcida brasileira, Rayssa Leal somou 20,9 pontos, com as notas 7,1, 7,0 e 6,8 entre seus três melhores resultados, e garantiu o título por apenas dois décimos de diferença para a japonesa Momiji Nishiya, que terminou com 20,7 pontos.

"Estou muito feliz. Ontem não senti que estava tão bem quanto hoje, mas hoje eu andei tudo o que eu tinha que andar. Dedico à minha família e, pelo Dia dos Pais, dedico esse título ao meu pai. É muito bom estar aqui. Não sinto pressão quando estou aqui no Brasil. Nós temos o melhor público e a melhor energia, me sinto em casa", comentou Rayssa Leal.

A skatista também destacou o trabalho psicológico para superar a insegurança diante das características da pista. "Quando eu entro em uma pista que, às vezes, não é tão favorável para o meu skate, a gente já entra um pouco com medo. É algo que eu tento tirar da minha cabeça, porque sei as manobras que consigo fazer, independentemente da pista. Mas eu estava com bastante medo daquela curva maior. Respirei, fiz terapia e acho que isso foi o que mais me ajudou. Conversar sobre o que está me afligindo é uma forma de esvaziar a cabeça e vir uma outra Rayssa, que foi o que aconteceu hoje", completou.

No restante do pódio, Momiji Nishiya ficou com a segunda colocação, com 20,7 pontos, enquanto a espanhola Daniela Terol terminou em terceiro, com 17,7. A final contou ainda com a brasileira Gabriela Mazetto, quarta colocada, e a japonesa Funa Nakayama, em quinto. Aoi Uemura, vencedora do SLS Paris em 2026, ficou de fora da disputa após sofrer uma lesão durante o aquecimento. A skatista recebeu atendimento médico, já teve alta e passa bem.

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Skatista canadense quer inspirar as crianças a seguirem no esporte | Foto: Thiago da Luz/ SLS

Na sequência, a final masculina foi marcada por constantes mudanças na liderança, manobras de alto nível e uma disputa acirrada até as últimas tentativas. O canadense Cordano Russell garantiu o título ao acumular três notas "9 Club" e encerrar a competição com 27,5 pontos. Foi sua segunda vitória em um SLS Takeover, após conquistar a etapa de Cleveland, em 2025.

O paulista Giovanni Vianna, campeão do SLS Super Crown em 2023 e vice-campeão do SLS Takeover Brasília no ano passado, terminou na segunda colocação, com 26,9 pontos. Em 2026, o brasileiro já havia subido ao pódio do SLS Championship Tour em Sydney, na Austrália, onde terminou na terceira posição.

Após a conquista, Russell destacou a importância do resultado e o impacto que sua trajetória pode ter sobre as novas gerações do skate. O canadense afirmou que espera servir de inspiração para outras crianças e mostrar que elas também podem alcançar grandes resultados no esporte.

"Quero que outras crianças vejam o que aconteceu hoje e pensem: 'Uau, ele conseguiu. Eu também posso fazer isso'. Quero ser uma inspiração para elas, mesmo tendo um porte físico diferente do que estamos acostumados a ver no skate. Estou muito feliz de ter ganhado aqui no Brasil. Minha mãe queria muito que eu viesse e eu agradeço a ela por ter me convencido a estar aqui hoje", afirmou o skatista.

Wallace Gabriel, que garantiu vaga na competição por meio do Wildcard Jam, completou o pódio na terceira colocação, com 24,5 pontos. Abner Pietro também avançou pelo Wildcard Jam e se juntou aos demais classificados para a disputa masculina. Participaram ainda os brasileiros Lucas Rabelo e Ivan Monteiro, os japoneses Toa Sasaki e Ginwoo Onodera, o norte-americano Julian Agliardi e o peruano Angelo Caro.