A derrota do Fluminense para o Vasco por 3 a 1 foi traumática para os tricolores. Não apenas por ter sido para um rival com o qual o clube não vêm "se criando" há uns 30 anos, mas principalmente pelas deficiências apresentadas.
Na última semana, o jogo de ida foi horrível para todos. As duas equipes não criaram nada e puseram milhões de torcedores para dormir em um 0 a 0 pouquíssimo inspirado. Porém, no jogo desta quarta (5), o que se viu foram carências defensivas brutais de uma equipe envelhecida e de um treinador que parece não saber o que fazer mais para converter chances criadas em gol.
O Flu chegou a ser melhor do que o Vasco em diversos momentos da partida, principalmente na volta para o segundo tempo, quando conseguiu se aproveitar do cansaço do rival para criar muitas chances. Só que o Vasco foi mais efetivo e fez seus gols justamente nesses momentos.
Faltava efetividade no ataque, que levava perigo com John Kennedy. No entanto, depois que o camisa 9 sofreu uma entorse no joelho direito, o time desandou. As entradas de veteranos, como Germán Cano, Hulk e Ganso fizeram com que o time "ciscasse" muito ao redor da área, mas sem ter alguém para definir lá dentro, acabou não funcionando.
Talvez fosse o caso de testar o Hulk como 9 fixo, ficando mais próximo da área apenas para definir, porque mesmo se cuidando, o camisa 7 não tem mais aquele vigor de construir jogadas.
Já na defesa, a situação é ainda mais preocupante. Uma zaga titular formada por Thiago Silva e Jemmes é uma das mais fortes do país. Só que todos sabem que a situação do camisa 3, dada sua idade, não permite a comissão técnica contar com ele para todos os jogos. E agora, estando lesionado, a zaga virou dor de cabeça.
Ignácio fez partida segura, mas sofreu muito com atuações inconstantes da dupla de laterais ex-Atlético-MG. Guga fez um jogo péssimo, como vêm acontecendo nos clássicos contra o Vasco, e Arana sofre muito com a parte física pós-lesão.
Sem confiar no apoio dos laterais, a zaga fica insegura e exposta em lances cruciais. Tendo atletas na casa dos 40 anos no ataque, ninguém volta para marcar, sobrecarregando o meio de campo, que fica rendido e abre espaços para ataques rivais.
Isso escancara uma má leitura de jogo de Zubeldía, que assumiu a responsabilidade pela eliminação e pediu um voto de confiança da torcida pela Libertadores. É um momento complexo para o Tricolor.
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