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Eliminação na Copa do Brasil deve ligar alerta na diretoria do Fluminense

Tricolor sofre como inconsistências na equipe

Eliminação na Copa do Brasil deve ligar alerta na diretoria do Fluminense
Faltam efetividade e vitalidade para marcação no ataque do Flu Crédito: Marcelo Gonçalves/ Fluminense FC

A derrota do Fluminense para o Vasco por 3 a 1 foi traumática para os tricolores. Não apenas por ter sido para um rival com o qual o clube não vêm "se criando" há uns 30 anos, mas principalmente pelas deficiências apresentadas.

Na última semana, o jogo de ida foi horrível para todos. As duas equipes não criaram nada e puseram milhões de torcedores para dormir em um 0 a 0 pouquíssimo inspirado. Porém, no jogo desta quarta (5), o que se viu foram carências defensivas brutais de uma equipe envelhecida e de um treinador que parece não saber o que fazer mais para converter chances criadas em gol.

O Flu chegou a ser melhor do que o Vasco em diversos momentos da partida, principalmente na volta para o segundo tempo, quando conseguiu se aproveitar do cansaço do rival para criar muitas chances. Só que o Vasco foi mais efetivo e fez seus gols justamente nesses momentos.

Faltava efetividade no ataque, que levava perigo com John Kennedy. No entanto, depois que o camisa 9 sofreu uma entorse no joelho direito, o time desandou. As entradas de veteranos, como Germán Cano, Hulk e Ganso fizeram com que o time "ciscasse" muito ao redor da área, mas sem ter alguém para definir lá dentro, acabou não funcionando.

Talvez fosse o caso de testar o Hulk como 9 fixo, ficando mais próximo da área apenas para definir, porque mesmo se cuidando, o camisa 7 não tem mais aquele vigor de construir jogadas.

Já na defesa, a situação é ainda mais preocupante. Uma zaga titular formada por Thiago Silva e Jemmes é uma das mais fortes do país. Só que todos sabem que a situação do camisa 3, dada sua idade, não permite a comissão técnica contar com ele para todos os jogos. E agora, estando lesionado, a zaga virou dor de cabeça.

Ignácio fez partida segura, mas sofreu muito com atuações inconstantes da dupla de laterais ex-Atlético-MG. Guga fez um jogo péssimo, como vêm acontecendo nos clássicos contra o Vasco, e Arana sofre muito com a parte física pós-lesão.

Sem confiar no apoio dos laterais, a zaga fica insegura e exposta em lances cruciais. Tendo atletas na casa dos 40 anos no ataque, ninguém volta para marcar, sobrecarregando o meio de campo, que fica rendido e abre espaços para ataques rivais.

Isso escancara uma má leitura de jogo de Zubeldía, que assumiu a responsabilidade pela eliminação e pediu um voto de confiança da torcida pela Libertadores. É um momento complexo para o Tricolor.