Correio da Manhã
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Ginástica com o planejamento traçado para as Olimpíadas

Confederação sediará Pan-Americano novamente em 2028, que será preparatório para os Jogos Olímpicos de Los Angeles

Ginástica com o planejamento traçado para as Olimpíadas
Diogo Soares e Arthur Nory no pódio da prova de barra fixa. Eles foram prata e bronze Crédito: Marcelo Perillier

A ginástica brasileira já está de olho não apenas no presente, mas no futuro. Além do planejamento pela volta de Rebeca Andrade às competições, com direito ao ouro nos saltos no Pan-Americano da modalidade, a Confederação já está nos arranjos políticos para transformar a preparação da equipe para os Jogos Olimpicos de Los Angeles, em 2028, a melhor possível. Tanto que o Brasil voltará a sediar o Pan-Americano novamente em 2028, como sendo um preparatório para as Olimpíadas. Mais do que provar que a Confederação continua sendo uma das melhores da América, isso é demostração de que o trabalho não muda, independente de quem seja o presidente.

Neste período de competições tanto na ginástica artítista quanto na rítmica, o Brasil mostrou sua força nas Américas e conseguiu o objetivo, que era classificar a seleção para o Mundial das duas categorias, como revela o presidente da Confederação, Henrique Motta.

"A América vem crescendo muito na ginástica como um todo. Esses campeonatos pan-americanos foram os campeonatos com o maior número de países participantes. E além disso, a gente tem cada vez esses países se desenvolvendo. A gente aqui tinha duas missões, uma de realizar o evento e outra de entregar performance. Então, é sempre muito desafiador, tanto para o time da Confederação Brasileira, como para nossas nossas comissões técnicas. Então, conseguimos nosso objetivo, que foi a classificação para os dois campeonatos mundiais", disse.

Dividindo a competição em duas, rítmica a artística, sabe-se que o Brasil tem uma hegemonia em uma e uma vertente muito forte competitiva em outra. Mesmo assim, Motta availou as duas como um todo.

"Na ginástica rítmica, a gente mostrou de novo a hegemonia do Brasil na América. Então, saldo super positivo. Na ginástica artística feminina, as três equipes no último Jogos Olímpicos estavam entre as oito primeiras. O Brasil e os Estados Unidos estiveram no pódio. Então, realmente foi uma disputa muito intensa. Agora, é seguir a temporada", salientou.

Mesmo com o torneio acontecendo no meio de uma Copa do Mundo, Motta ficou bastante contente com as arquibancadas cheias nas duas competições.

"Eu fui um ex-atleta da modalidade. Então, é muito emocionante esse momento. Você vê o Brasil inteiro, parado, assistindo a gente no meio de uma Copa do Mundo de Futebol, tendo tempo pra ginástica. E eu, particularmente, estou muito feliz", finalizou o presidente.

Legado do Pan

Mais do que ter sediado o Pan-Americano, a Confederação tinha outra meta: obter aparelhos para as equipes a um custo mais em conta. E isso foi obtido, como revela o diretor-geral, Ricardo Rezende, mais conhecido como Cacá.

"A gente trouxe esse campeonato Pan-Americano pensando no legado que a gente ia deixar para as próximas gerações, porque os equipamentos que hoje a gente faz nos campeonatos nacionais foram adquiridos em 2014. Ou seja, 12 anos. E alguns deles estavam com a próxima dada de vencimento do certificado da FIG (Federação Internacional). Então a gente agora renova os nossos equipamentos, comprando eles com 80% de desconto", destacou Cacá.

Já em relação aos torneios, frizou que os objetivos foram alcançados.

"A gente saiu desse Pan-Americano muito feliz com os objetivos conquistados. Na ginástica rítmica a gente manteve a geonomia do Brasil nas Américas, conquistamos todos os esportes possíveis. E na ginástica artística a gente teve, acredito que uma volta que todo brasileiro esperava, da maior atleta do país, Rebeca Andrade", afirmou o dirigente.

A ginástica rítmica ainda está com uma equipe competitiva e forte para outros ciclos. Já na artística, sabe-se que este pode ser o último de uma geração, que vem mantendo o Brasil no pódio.

"A gente pode dizer que na ginástica artística está tendo um ciclo de renovação. São quatro ciclos olímpicos com medalhas. Podemos fazer uma renovação aos poucos entrando algumas atletas para o time e o time permanecendo forte", finalizou Cacá.

Agora, a Confederação terá torneios em Brasília e, mesmo com a confusão que aconteceu com o vôlei, Cacá garantiu que eles acontecerão, porque o empenho seguiu os trâmites legais e foi até publicado em Diário Oficial. A capital federal sediará o Campeonato Brasileiro Adulto e Infantil de ginástica artística; o Brasileiro de Acrobata; o Brasileiro de Parkour; o Sul-Americano de Acrobática; e o Sul-Americano de Parkour