A pouco mais de um mês do início da Copa do Mundo de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, o torneio já convive com uma série de polêmicas dentro e fora dos gramados. Questões políticas, segurança pública, imigração, preços elevados de ingressos e lesões de jogadores importantes aumentam a pressão sobre a FIFA antes da abertura oficial da competição.
Durante o recente Congresso da FIFA, o presidente da entidade, Gianni Infantino, tentou minimizar os problemas e afirmou que a organização mantém o controle da situação. Em discurso feito para representantes de mais de 200 federações nacionais.
Um dos temas que mais geraram repercussão nas últimas semanas foi o valor dos ingressos. A FIFA informou ter recebido aproximadamente 500 milhões de solicitações para compra de entradas. Parte dos bilhetes para a final começou a aparecer em plataformas de revenda por cifras milionárias, provocando críticas de torcedores e especialistas sobre a elitização do torneio.
Infantino comentou a situação e tentou afastar a ideia de que os preços oficiais tenham atingido esses valores.
"Se algumas pessoas colocam ingressos para a final em um mercado de revenda por US$ 2 milhões, isso não significa que o ingresso custe US$ 2 milhões", afirmou o dirigente."
Além das discussões envolvendo os custos para acompanhar os jogos, questões diplomáticas também aumentaram a tensão nos bastidores da competição.
A relação próxima entre Infantino e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, virou alvo de críticas de dirigentes e organizações internacionais. A situação ganhou ainda mais destaque após debates envolvendo a participação do Irã no Mundial.
O país asiático enfrenta problemas relacionados à imigração e ao cenário político internacional. Apesar disso, o presidente da FIFA confirmou a presença da seleção iraniana na Copa do Mundo.
Aspecto esportivo
Enquanto os problemas extracampo se acumulam, as seleções também convivem com dificuldades dentro das quatro linhas, ao menos 15 jogadores têm lesões confirmadas que podem impedi-los de defender suas seleções.
O México iniciou a concentração sem o goleiro Malagón e a seleção brasileira perdeu Rodrigo, Éder Militão e Estêvão, presenças certas nos planos de Ancelotti. Hugo Ekitiké e Xavi Simons estão entre os desfalques já confirmados, já lamine Yamal ainda é dúvida.
A lista dos convocados do Brasil será divulgada em 18 de maio.