CORREIO econômico

Contenção no Orçamento é reduzida de R$ 17,9 bi para R$ 16 bi

Contenção no Orçamento é reduzida de R$ 17,9 bi para R$ 16 bi
Projeções para Previdência e BPC caem para acomodar Bolsa Família Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O governo federal reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões o total de despesas contidas no Orçamento de 2026, ao mesmo tempo em que abriu espaço para acomodar o reajuste do Bolsa Família. A mudança foi apresentada nesta quinta-feira (24), no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

O novo montante é composto por R$ 2,4 bilhões em bloqueios e R$ 13,6 bilhões em contingenciamento. No relatório anterior, divulgado em julho, havia R$ 17,9 bilhões bloqueados e nenhum valor contingenciado.

A revisão das despesas obrigatórias ajudou a abrir espaço para o aumento do programa de transferência de renda.

O governo estima que os gastos com benefícios previdenciários ficarão R$ 11,5 bilhões abaixo da projeção anterior em 2026.


BC amplia controle sobre criptomoedas

BC amplia controle sobre criptomoedas
Transferências a partir de US$ 10 mil serão comunicadas ao Coaf Crédito: Reprodução

O Banco Central (BC) ampliou as regras de controle sobre operações com ativos virtuais. O órgão determinou que transferências de criptomoedas de valor igual ou superior a US$ 10 mil, feitas de ou para carteiras autocustodiadas, sejam comunicadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

As novas regras entram em vigor em 1º de outubro de 2026 e também estabelecem novas exigências para empresas que atuam no mercado de ativos virtuais.

Dólar aproxima-se de R$ 5,17 na quinta-feira

O dólar fechou em forte alta nesta quarta-feira (23), pressionado pela valorização da moeda estadunidense no exterior, pelo cenário eleitoral no Brasil e pela alta do petróleo. A divisa subiu mais de 1%, aproximando-se de R$ 5,17. A bolsa recuou quase 1%, voltando a ficar abaixo dos 186 mil pontos.

Em Nova York, os principais índices também terminaram o dia em baixa, diante da alta dos juros dos Treasuries (títulos públicos estadunidenses) e das tensões no Oriente Médio. O petróleo subiu quase 3%, voltando a encostar nos US$ 100.

Índice DXY subiu cerca de 0,54%, para 101 pontos

O dólar comercial à vista ganhou força ao longo da sessão e chegou a R$ 5,177 na máxima do dia, por volta das 14h40. A moeda começou os negócios em alta. Nas horas finais de negociação desacelerou, até fechar a R$ 5,169, com ganho de 1,27%. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta de seis divisas, subiu cerca de 0,54%, para 101,090 pontos.

Caducidade da Enel I

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou na última quarta-feira (23) que o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estudem juntos alternativas à caducidade da concessão da Enel São Paulo antes de uma eventual decisão que pode culminar na extinção do contrato.

Caducidade da Enel II

A recomendação determina que sejam avaliados os efeitos da medida para os consumidores e para o sistema de distribuição de energia. O processo foi relatado pelo ministro Augusto Nardes.

A caducidade é a forma mais severa de encerramento de uma concessão por descumprimento das obrigações contratuais.

Subsídio ao diesel I

O governo federal deve manter por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, disse na quinta (24) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. Hoje, o benefício é resultado da combinação de duas medidas: uma subvenção de R$ 1,12 por litro, cuja validade termina neste sábado (26), e outra de R$ 1 por litro.

Subsídio ao diesel II

Em entrevista para explicar a liberação de R$ 1,8 bilhão no Orçamento de 2026, Moretti afirmou nesta quinta-feira (24) que a tendência é manter o valor atual por mais um mês. "Vamos levar ao presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] , mas, frente aos indicadores, a tendência é que a gente mantenha [a subvenção]", ressaltou o ministro.

Bolsa Família I

A Caixa Econômica pagou na quinta a parcela de setembro do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social de final 6. Neste mês, 19,29 milhões de famílias serão beneficiadas, com o valor médio de R$ 678,18. Os moradores de 179 cidades receberam o crédito na quinta (17), independentemente do número final do NIS.

Bolsa Família II

O pagamento unificado beneficiou locais em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos estados: Acre (os 22 municípios), Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Rio Grande do Norte (113), Roraima (seis), São Paulo (um) e Sergipe (três). O valor mínimo do benefício corresponde a R$ 600 e terá reajuste em outubro.