CORREIO econômico

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027

Governo reduz projeção do PIB para 2% em 2026 e 2,3% em 2027
Inflação projetada para este ano cai a 4,9% Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Ministério da Fazenda reduziu de 2,3% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. As novas projeções constam do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta terça-feira (22).

Segundo a SPE, a revisão reflete principalmente os efeitos dos juros ainda restritivos sobre a atividade econômica, com impacto mais acentuado nos setores de serviços e indústria. A equipe econômica também passou a considerar uma trajetória de flexibilização monetária "marginalmente mais gradual do que o previsto" anteriormente. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5,1% para 4,9%. Apesar da melhora, a estimativa continua acima do teto da meta de inflação, de 4,5%.


R$ 64 mi em crédito para segurança alimentar

R$ 64 mi em crédito para segurança alimentar
Liberação extraordinária está no Diário Oficial da União Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo federal publicou na segunda-feira (21) medida provisória que abre crédito extraordinário de R$ 64,3 milhões ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e ao dos Povos Indígenas. Do total autorizado, R$ 40,26 milhões serão destinados à aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar para promover a segurança alimentar e nutricional. A medida prevê o atendimento de cerca de 4 mil famílias agricultoras.

Arrecadação federal ultrapassa R$ 2 trilhões

O governo federal acumula arrecadação de R$ 2,019 trilhões, de janeiro a agosto de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Receita Federal. Além da inflação medida pelo IPCA, para o período, o valor representa crescimento de 7,12% na comparação com os mesmos oito meses de 2025.

Em agosto, a arrecadação federal alcançou R$ 235,5 bilhões. O valor representa alta acima de inflação de 8,25% em relação a agosto do último ano. Desse total, R$227,8 bilhões arrecadados são administrados pela Receita Federal.

Senacon investiga postos por preços abusivos

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou nesta segunda-feira (21), 70 processos administrativos sancionadores contra postos de combustíveis por indícios de aumento abusivo de preços. Os estabelecimentos podem ser multados em até R$ 14 milhões, com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ata do Copom I

A desaceleração da atividade econômica, da inflação e os efeitos dos juros elevados sobre o crédito e a demanda levaram o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central a reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. As justificativas constam da ata da reunião divulgada nesta terça-feira (22).

Ata do Copom II

O documento ressalta que os indicadores divulgados desde o encontro anterior mostram moderação gradual da atividade econômica, sobretudo nos setores mais sensíveis, embora a economia continue resiliente e o mercado de trabalho permaneça aquecido. Segundo a ata, a leitura mais recente do PIB, confirmou a desaceleração.

Inflação e crédito I

O documento também destaca que a inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses. Segundo a ata, tanto o índice cheio quanto a média das medidas subjacentes desaceleraram. Em 12 meses, os indicadores ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância da meta, embora ainda acima do centro da meta de inflação.

Inflação e crédito II

Segundo o comitê, os dados mais recentes são compatíveis com um quadro de desaceleração do crescimento econômico em ambiente de política monetária restritiva. Na avaliação do Copom, as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica vêm se acumulando gradualmente.

Banco Central I

Apesar da melhora recente dos indicadores, o Banco Central manteve um diagnóstico cauteloso. A ata aponta que as expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes analisados. De acordo com a pesquisa Focus citada no documento, as projeções estão em 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027.

Banco Central II

O comitê avaliou que "em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado" para garantir a convergência da inflação à meta. O documento também destaca o aumento das incertezas no cenário internacional