Safra de cana‑de‑açúcar deve crescer 4,7% em relação a 2025
21 de agosto de 202600:01Redação
Estimativa indica produção de 705,2 mi de toneladas, diz ConabCrédito: Wenderson Araújo/CNA
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou na quinta, o 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027. A estimativa indica uma produção de 705,2 milhões de toneladas e um crescimento de 4,7% em relação à safra anterior. Nesta temporada devem ser colhidos 9,1 milhões de hectares, com uma produtividade média de 77,9 quilos de cana-de-açúcar por hectare, o que significa um crescimento de 1,1% sobre a área colhida na safra 2025/26 e um aumento de 3,6% na produtividade. Segundo a Conab a projeção se deve ao conjunto de condições climáticas favoráveis somadas à expectativa de aumento da área colhida. "Diferente da safra anterior, os índices pluviométricos dessa safra estiveram mais próximos do normal", destaca Fabiano Vasconcellos, gerente de Acompanhamento de Safras da Conab.
Freire Gomes "agiu corretamente"
Freire Gomes defendeu instituição, diz MourãoCrédito: Alan Santos/PR
Ao declarar que o então comandante do Exército, general Freire Gomes, "agiu corretamente" no episódio, Mourão parece dizer que agiria de forma parecida. Vale lembrar. Segundo os relatos, na ocasião Bolsonaro sondou os comandantes militares quanto à possibilidade de uma intervenção militar. O comandante da Marinha, Almir Garnier, colocou suas tropas à disposição. Se negaram Freire Gomes e o comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior, que agora lança um livro sobre o episódio.
General ameaçou Bolsonaro de prisão
Segundo Baptista Júnior e o seu livro "Eu Disse Não - Uma Trincheira Antigolpista", quando Bolsonaro insinuou a hipótese de intervenção militar, Freire Gomes o teria ameaçado com voz de prisão. Diga-se, porém, que Hamilton Mourão não endossa a opinião de Baptista Júnior de que teria havido uma tentativa de golpe. Para o general e senador, tentativa de golpe precisaria ter de fato tropa na rua num ensaio de interrupção institucional frustrada. Teria havido, então, uma cogitação, um plano que não avançou?
Qual a razão da desconfiança?
Isso Mourão afirma não saber. Porque não participou das conversas. E não participou porque, àquela altura, Bolsonaro não teria confiança nele. Por que a desconfiança? Mourão avalia que por diferenças de estilo. Bolsonaro, mais sanguíneo, ele mais ponderado. O hoje senador parece o tempo todo dizer, então, que não cometeria eventuais erros cometidos por precipitação.
Intenção de investimento
O índice que mede a intenção de investimento da indústria caiu 0,6 ponto em agosto, passando de 53,2 para 52,6 pontos. Trata-se do terceiro recuo consecutivo do indicador, que atingiu seu patamar mais baixo em 2026. Os dados são da Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (20).
Análise da queda
"A queda da intenção de investimento resulta da continuidade do ambiente macroeconômico desfavorável para o setor. Isso se deve, principalmente, a três motivos: o patamar elevado dos juros; o aumento dos custos de produção e a forte entrada de produtos importados", explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
"Mais preparado"
Quando ele diz que caso prosseguisse como candidato a vice nas eleições de 2022, Bolsonaro venceria, porque ele seria "mais preparado" que o general Braga Netto, que o substituiu no posto e acabou derrotado, novamente Hamilton Mourão sinaliza que não repetiria determinadas atitudes que foram tomadas e determinadas declarações feitas.
Pedidos
Os três pedidos que Mourão afirma ter feito a Bolsonaro nas duas únicas conversas que afirma ter tido são outras sinalizações no sentido de evitar o que depois, ainda que ele com isso não concorde, foi chamado de "trama golpista": criticar a atuação do TSE, tirar as pessoas da frente dos quarteis e passar a faixa para Lula.
Quarteis
A retirada dos acampamentos em frente aos quarteis provavelmente diminuiria o clima de tensão política daqueles dias. E Mourão tem razão: as áreas próximas a instalações militares não se prestam a manifestações políticas. São áreas de segurança nacional. Os acampamentos não deveriam, por essa ótica, ter sido permitidos.
Alta em agosto
A moeda dos EUA recuou 0,86% no mercado à vista e encerrou o pregão pela primeira vez abaixo de R$ 5,20 após três sessões. Na véspera, o dólar comercial tinha fechado a R$ 5,22, no maior valor desde 30 de março, quando tinha encerrado a R$ 5,24. Apesar da queda no pregão, o dólar ainda acumula alta de 1,83% na semana e de 2,09% em agosto.
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