CORREIO econômico

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025

Famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para bets em 2025
Empresas de apostas movimentaram R$ 351 bilhões no período Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026.

As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix.

Os dados constam do Boletim Fiscal dos Estados, divulgado nesta quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central.

 

Entidades: redução da taxa é insuficiente

Entidades: redução da taxa é insuficiente
Copom corta Selic em 0,25 Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

O quarto corte consecutivo na Taxa Selic, definido nesta quarta-feira (5) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), foi bem recebido por agentes econômicos, mas ainda é considerado insuficiente e restritivo para a expansão do setor industrial.

Em nota, a Firjan ressaltou que a continuidade do ciclo de redução da Selic representa um sinal positivo para a atividade econômica, mas que o nível ainda elevado da taxa mantém o crédito caro e atrasa investimentos.

Gestor da Oby Capital avaliou expectativas

Gestor de portfólio da Oby Capital, Camilo Cavalcanti avaliou que o Copom manteve a mensagem de que a magnitude total do ciclo de redução dos juros ainda será definida à luz de novos dados, sem qualquer pré-compromisso, e reforçou o balanço de riscos assimétrico para cima.

"No fechamento do comunicado, o Copom passou a citar explicitamente a desancoragem das expectativas e os riscos elevados em torno do cenário-base como justificativa para 'serenidade e cautela' na condução da política monetária".

Copom divulgou a nova taxa na quarta

"Diante desse contraste entre um cenário corrente mais favorável e uma comunicação prospectiva ainda cautelosa, avaliamos que o Copom ainda mantém aberta a possibilidade de continuidade do ciclo de cortes de juros na próxima reunião, mas ressalta os argumentos para uma pausa", observou. O Copom do Banco Central reduziu na quarta em 0,25 ponto percentual a Taxa Selic, a taxa básica de juros.

Ministro explica dívida I

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o aumento da dívida brasileira não se deve ao aumento de gastos, e sim aos juros altos que são cobrados no país. De acordo com ele, o movimento ocorre por conta da necessidade de o governo pagar dívidas antigas com títulos novos, o que implica em mais pagamento de juros.

Ministro explica dívida II

A declaração do ministro foi dada em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (6). Ele explicou que, de fato, há relação entre a questão fiscal e os juros, mas que há também outros fatores decisivos que acabam por influenciar as altas taxas cobradas no Brasil. O ministro garantiu que "o governo não está gastando mais do que arrecada".

Mercosul‑Singapura I

Reconhecido como o primeiro tratado comercial do Mercosul com um país asiático, o Acordo de Livre Comércio Mercosul-Singapura entrou em vigor para o Brasil no dia 1º de agosto com uma série de avanços para o setor industrial brasileiro. O acordo tem regras para reduzir custos e melhorar a segurança jurídica.

Mercosul‑Singapura II

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o tratado é um marco para a inserção internacional do Brasil e fortalece a competitividade do setor industrial. "O acordo traz disciplinas modernas que poderão agilizar o comércio, atrair investimentos e dar mais previsibilidade às nossas empresas", afirma a gerente da CNI, Constanza Negri.

Bate‑papo com Elas I

Embora as mulheres estejam cada vez mais presentes no mercado de trabalho, elas ainda ocupam poucos espaços de decisão. Como transformar esse avanço em maior representatividade na alta liderança? Esse foi o ponto de partida da primeira edição do Bate-papo com Elas, realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), nesta terça-feira (4)

Bate‑papo com Elas II

Com o tema "Acelerando carreiras femininas: preparando mulheres para a alta liderança", o encontro, em parceria com a Academia de Líderes IEL, reuniu executivas para discutir desenvolvimento profissional, cultura organizacional, autoconhecimento, saúde mental e os desafios enfrentados por mulheres no mercado de trabalho.