Correio da Manhã
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Brasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos

Brasil aciona OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos
EUA aplicaram tarifas de 25% e 12,5% em produtos brasileiros Crédito: Divulgação

O governo brasileiro apresentou nesta segunda-feira (27) um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Uma das medidas questionadas decorre de uma investigação específica sobre o Brasil e impôs tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

 

Galípolo recebe presidente do BRB

Galípolo recebe presidente do BRB
Encontro ocorre enquanto liberação de R$ 6,6 bi segue pendente Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

Em meio ao processo de reestruturação da instituição financeira após a crise com o Banco Master, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, recebeu nesta segunda-feira (27) o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza. O encontro ocorreu a portas fechadas, entre as 15h30 e as 16h30.

A reunião também teve a participação do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e da diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.

Prévia da inflação oficial fica em 0,06% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,06% em julho deste ano.

A taxa ficou abaixo das observadas no mês anterior (0,41%) e em julho de 2025 (0,33%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,51% neste ano e de 4,52% em 12 meses.

Aumentos na energia puxaram a taxa

O principal responsável pela inflação na prévia de julho deste ano foi o grupo de despesas habitação, que apresentou alta de 0,97% no período. A taxa foi puxada pelos aumentos de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto. Já o grupo de despesas alimentação apresentou uma deflação (queda de preços) de 0,66% e contribuiu para a queda do IPCA-15 de junho para julho deste ano.

Exportações em alta I

As exportações brasileiras bateram recorde histórico em junho e contribuíram para a melhora das contas externas do país. Segundo as Estatísticas do Setor Externo divulgadas na terça pelo Banco Central, o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bi no mês, menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bi registrado em junho de 2025.

Exportações em alta II

A redução do déficit foi impulsionada principalmente pelo desempenho da balança comercial. O superávit comercial alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, ante US$ 5,2 bilhões no mesmo mês do ano passado. Na comparação interanual, houve aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior.

Financiamento I

No primeiro semestre de 2026, o financiamento de veículos cresceu de R$ 3,41 milhões para R$ 3,78 milhões, um aumento de 10,9%. O valor é o maior volume para um primeiro semestre desde 2008, quando houve o registro de R$ 4,23 milhões em financiamentos. Os dados são da Trillia, empresa de análise de dados da B3.

Financiamento II

No acumulado de janeiro a junho de 2026, os veículos usados responderam por 2,38 milhões de unidades financiadas, enquanto os novos somaram 1,39 milhão. Em 2025, o volumes foi de 2,18 milhões e 1,22 milhão, respectivamente. Todas as regiões brasileiras registraram expansão no financiamento de veículos.

R$ 13 bilhões de lucros I

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira (28) a distribuição de R$ 13,04 bilhões aos trabalhadores referentes ao resultado positivo obtido pelo fundo em 2025. O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,65 bilhões registrado no exercício. Ao todo, cerca de 138,2 milhões de trabalhadores serão beneficiados pela distribuição.

R$ 13 bilhões de lucros II

Segundo a proposta, o crédito será feito de forma proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025. Os recursos serão creditados nas contas vinculadas do FGTS até 31 de agosto, conforme prevê a legislação. Terão direito ao recebimento os trabalhadores que possuíam saldo positivo em contas do fundo.