Correio da Manhã
CORREIO econômico

Entregador já pode acessar crédito para moto e bicicleta

Entregador já pode acessar crédito para moto e bicicleta
Recurso é liberado diretamente ao fornecedor do bem Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

As agências bancárias e instituições financeiras credenciadas começaram a ofertar na segunda-feira (27), as linhas de financiamento de moto, motoneta, ciclomotor ou bicicleta elétrica produzidos no país, com condições facilitadas pelo programa Move Brasil. A política pública permite que entregadores ciclistas, motoapps, mototaxistas e motofretistas profissionais acessem financiamento para trocar seus veículos por modelos novos e mais sustentáveis.

Para fazer o pedido de financiamento é necessário já estar cadastrado no programa, por meio da conta gov.br. Também é necessário já ter recebido a confirmação de que é elegível ao Move Brasil, emitida em até 5 dias úteis. Após essas etapas, o trabalhador já pode ir à Caixa, Banco do Brasil ou outra instituição financeira credenciada para análise.

 

Veículo financiado precisa ser do Brasil

Veículo financiado precisa ser do Brasil
Aprovação do financiamento é sujeita à análise Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil

É necessário que o veículo escolhido para financiar através do programa Move Brasil seja produzido no Brasil, a partir de 2024. De acordo com as regras do programa, o recurso é liberado diretamente ao fornecedor do bem. A aprovação do financiamento é sujeita à análise de credito do banco ou instituição financeira, que define os documentos necessários para o pedido de financiamento. Após a contratação, o trabalhador só começará a pagar as parcelas em 60 dias e o prazo para pagar o valor adquirido é até 4 anos.

Registro para produtores para exportar frutas

A Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) disponibilizou o modelo de certificado sanitário aplicável às exportações brasileiras de polpas e frutas congeladas em seu sistema. Com isso, os estabelecimentos interessados já podem realizar o registro no sistema China Import Food Enterprise Registration (CIFER), etapa necessária para a habilitação das exportações ao mercado chinês. O procedimento aplica-se às polpas e frutas congeladas produzidas a partir de espécies já reconhecidas como alimento pelas autoridades chinesas.

China, Paraguai e Palau abrem mercados

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau comunicaram a abertura de mercados para produtos brasileiros. Com a China, foi assinado protocolo sanitário que autoriza a exportação de cálculos biliares bovinos. O Paraguai aprovou o modelo de Certificado Sanitário Internacional para a exportação de suínos vivos destinados ao abate. E Palau aprovou os modelos de CSI para a exportação.

Dólar avança I

O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras. No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6%.

Dólar avança II

O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13. Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026. A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos.

Ibovespa sobe I

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco. O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões. O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras.

Ibovespa sobe II

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre EUA e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas. O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve, que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

Petróleo despenca I

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada. O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61. A queda foi motivada pelo anúncio da pausa nos ataques dos EUA ao Irã.

Petróleo despenca II

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity. Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio.