Poupança: saques superam depósitos em R$ 39 bi no semestre
09 de julho de 202600:01Redação
O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhãoCrédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
Nos primeiros seis meses de 2026, as retiradas das cadernetas superaram em mais de R$ 39,3 bilhões os depósitos da poupança, aponta o relatório do Banco Central divulgado nesta quarta-feira (8). Apenas no mês de junho, a retirada líquida foi de R$ 237,5 milhões.
Ao longo dos seis primeiros meses, o mês de maio foi o único que apresentou saldo positivo, com entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Os meses de janeiro e março foram os que mais contribuíram para o balanço negativo do semestre, com retiradas liquidas de R$ 23,5 bilhões e R$ 11,1 bilhões respectivamente.
O saldo atual da poupança é de R$ 1,020 trilhão, mantendo o patamar de junho do ano passado, quando o saldo era de R$ 1,019 trilhão.
RF libera consulta a lote especial de cashback
Mais de 3,5 mi receberão até R$ 1 mil em 15 de julhoCrédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Receita Federal abre às 9h desta quarta-feira (8) a consulta ao primeiro lote especial de restituição automática do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), modalidade chamada pelo órgão de "cashback".
Ao todo, 3.551.101 contribuintes serão beneficiados nesta etapa, que soma cerca de R$ 460 milhões em restituições.
O pagamento será realizado no próximo dia 15 de julho, diretamente na conta vinculada à chave Pix do tipo CPF do contribuinte.
FMI eleva projeção para PIB do Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou as projeções de crescimento da economia brasileira para 2026 e 2027, mas avalia que o ritmo de expansão perderá força no próximo ano. A atualização consta do relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta quarta-feira (8). A estimativa para o PIB brasileiro passou de 1,9% para 2,4% em 2026. Para 2027, a previsão subiu de 2% para 2,2%. Apesar da projeção maior para 2027, o crescimento permanece abaixo da expectativa para este ano, indicando desaceleração da atividade.
Previsão para a América Latina e o Caribe
Com as projeções, as previsões do FMI tornam-se mais otimistas do que as do mercado financeiro, do Ministério da Fazenda e do Banco Central. O FMI também elevou a previsão para a América Latina e o Caribe, que deve crescer 2,4% em 2026 e 2,7% em 2027. Para as economias emergentes e em desenvolvimento, grupo do qual o Brasil faz parte, a expectativa é de crescimento de 3,8% neste ano e 4,5% no próximo.
Possível aumento I
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a reunião que ocorreria nesta quarta-feira (8), quando poderia ser determinado o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro na composição da gasolina de 30% para 32%. O Ministério de Minas e Energia informou que ainda não há previsão de nova data para a reunião.
Possível aumento II
Segundo o governo, a medida poderia tornar o Brasil autossuficiente em gasolina e, com isso, poderia reduzir os efeitos das oscilações de fornecimento e de preço do petróleo no mercado internacional impactados, sobretudo, pela guerra no Oriente Médio. Técnicos apontam que automóveis antigos e modelos importados podem ser afetados.
Bolsa de Valores
Puxado pela queda das ações da Petrobras, o Ibovespa caiu 0,79% e encerrou o pregão aos 170.653 pontos, pressionado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais. A escalada das tensões no Oriente Médio e a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos reduziram o apetite por ativos de maior risco.
Dólar
Após alternar entre altas e baixas, o dólar encerrou o pregão cotado a R$ 5,148, queda de 0,09%, praticamente estável. A moeda abriu na máxima do dia, a R$ 5,184, caiu para R$ 5,137 e oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,16 até o fechamendo das negociações. O real voltou a apresentar desempenho relativamente melhor, favorecido pela valorização do petróleo.
Acidentes elétricos I
O número de acidentes com a rede elétrica aumentou de 685 casos em 2024, para 703 em 2025, segundo balanço da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. O número óbitos, porém, caiu: foram 257 casos em 2024 e 252 no ano passado. Mesmo assim, ressalta que só profissionais podem fazer procedimentos.
Acidentes elétricos II
De acordo com a pesquisa, a construção civil é a atividade em que ocorrem mais acidentes no país. Em 2025, foram 227 incidentes relacionados a obras, reformas e serviços de manutenção predial, que resultaram em 68 mortes. A Região Sudeste foi a que mais concentrou acidentes, com 243 ocorrências, 78 mortes, 91 casos de lesões graves e 74 lesões leves.
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