O Ministério da Fazenda confirmou, na noite desta quinta-feira (24), a prorrogação do subsídio da gasolina por mais 30 dias. A medida mantém o desconto de R$ 0,44 por litro a partir de 26 de julho, com o objetivo de reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre o preço dos combustíveis e a inflação.
A decisão foi oficializada por meio de portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e substitui informações divulgadas anteriormente que indicavam a possibilidade de o benefício ser estendido por dois meses.
Benefício segue por mais um mês
Ao longo da quinta-feira, interlocutores da equipe econômica haviam informado que a subvenção seria mantida por 60 dias. No entanto, a portaria publicada pelo governo definiu que a prorrogação terá validade de apenas 30 dias.
Em nota, o Ministério da Fazenda esclareceu que o programa permanece em vigor e que o novo prazo foi definido após avaliação técnica da equipe econômica.
A subvenção foi criada em maio como uma medida emergencial para reduzir os efeitos da alta do petróleo provocada pelo cenário internacional sobre o mercado brasileiro de combustíveis.
Medida reduziu impacto de reajuste da Petrobras
Poucos dias após o início do programa, a Petrobras anunciou um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras.
Com o subsídio concedido pelo governo federal, o aumento efetivamente repassado ao mercado foi reduzido para R$ 0,04 por litro, amenizando os impactos para consumidores e para a cadeia econômica.
Segundo o governo, o objetivo da política é evitar que a valorização do petróleo no mercado internacional provoque aumentos mais expressivos nos preços dos combustíveis, fator que costuma pressionar a inflação e elevar custos em diversos setores da economia.
Governo adota outras medidas para conter inflação
Além da manutenção do subsídio da gasolina, o governo federal também tem adotado outras ações para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis.
Na semana passada, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%. A medida terá validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada por igual período.
A expectativa do governo é que a ampliação da participação do biocombustível contribua para diminuir a dependência da gasolina de origem fóssil, ajudando a conter a pressão sobre os preços enquanto persistem as incertezas no mercado internacional de petróleo.
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