Disney+

Uma nova era para o Disney+ chega ao Brasil

Streaming inicia programa de benefícios para assinantes, mirando experiência para diferentes tipos de públicos

Uma nova era para o Disney+ chega ao Brasil
Juliana Oliveira, vice-presidente de Direct-to-Consumer da The Walt Disney Company Brasil, contou ao Correio da Manhã sobre a nova fase do streaming no país Crédito: Divulgação

Quando se fala em "Disney", muita gente pensa nas crianças. Não apenas pelos parques temáticos espalhados ao redor do mundo, mas pelo sucesso dos filmes animados, que transformaram a empresa em sinônimo de infância no Brasil. Porém, o cenário atual da marca é muito maior que as produções voltadas ao pequenos. Dona de um verdadeiro império do entretenimento, a empresa costuma finalizar os anos sendo responsável por cerca de 40% das bilheterias mundiais, dentre lançamentos para diferentes faixas etárias. Em 2026, por exemplo, foi o primeiro estúdio a superar a marca de 2 bilhões de dólares em bilheteria, segundo levantamento da Cinema Occupy, e deve recuperar a liderança do ranking no final do ano, com o lançamento de "Vingadores: Doutor Destino".

E a roda de lucro não para nas telonas, porque após saírem de cartaz, os sucessos da casa vão direto para o Disney , streaming da empresa que busca mostrar ao mercado que é mais do que capaz de atender a um público "mais experiente", por assim dizer. Para isso, eles ampliaram neste ano o Disney Benefícios, o programa de benefícios que acabou de anunciar parcerias com grandes marcas, como Mercado Livre, Renner e McDonald's. Além disso, o serviço já contava com parceiros de peso, como Spotify, 99 e Cinemark.

A convite da Disney, o Correio da Manhã conversou com a vice-presidente de Direct-to-Consumer da The Walt Disney Company Brasil, Juliana Oliveira, para entender um pouco mais sobre a visão da empresa sobre o mercado brasileiro.

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Juliana Oliveira, vice-presidente de Direct-to-Consumer da The Walt Disney Company Brasil, contou ao Correio da Manhã sobre a nova fase do streaming no país | Foto: Divulgação

Diversificação de público

"O principal objetivo do programa [de benefícios] é diferenciar ainda mais a marca Disney entre os nossos assinantes. A gente tem famílias com filhos pequenos, famílias com filhos adolescentes, a gente tem assinantes que não são casados, que não têm filhos. Então, nosso público é bastante eclético, e acho que isso se traduz muito também na nossa estratégia por trás do programa. Somos a primeira plataforma de streaming a ter um programa de benefícios. A gente faz muita pesquisa de mercado para entender que tipo de benefício que os nossos assinantes Disney querem ter. E aí, baseado nessas pesquisas, a gente define o tipo de parceiros que queremos e buscamos os maiores players, que estão em todos os lugares do Brasil, assim como Disney . Todos os nossos benefícios são baseados na necessidade do nosso consumidor", explicou.

Sistema intuitivo é a chave

No entanto, buscar um público mais velho requer algumas atenções especiais. Como a inclusão digital é algo relativamente recente no Brasil, ainda há uma grande parcela dos consumidores que não se entendem muito bem com aplicativos.

Para isso, o Disney dedicou uma atenção especial.

"O público mais jovem utiliza muito aplicativo, seja para pedir comida, aplicativo de mobilidade... É um público que já está acostumado. Às vezes, um público mais adulto é mais difícil de se adaptar a esse formato. O que a gente busca é fazer as coisas do jeito mais simples possível para o consumidor que decidir utilizar o benefício. Você entra na página principal do programa e vê que tem Spotify, por exemplo. Com um clique você vai direto para página do Spotify, sem precisar preencher milhões de dados, etc. É um processo com poucos passos, muito direto. Isso é importantíssimo para ajudar realmente na utilização do programa, porque se você tem muitos passos, precisando lembrar da senha e tudo mais, a gente vê que perde muito o consumidor nesse processo", afirmou Juliana.

Novos benefícios

Os benefícios iniciais para os assinantes já previam, por exemplo, pagamento de meia-entrada em ingressos nos cinemas Cinemark, além de 20% de desconto na compra de combos de pipocas da rede; Três meses de assinatura grátis no Spotify para novos assinantes. Usuários antigos podem resgatar dois meses grátis; 50% de desconto em viagens do aplicativo de corridas 99 e 50% off no app de entrega de alimentos, 99 Food.

Dentre os novos benefícios estão 10% de desconto em compras acima de R$ 179 no site ou app da Renner; um código de desconto mensal de 30% no app do McDonald's, em pedidos acima de R$15 com limite de R$30 de desconto via Peça e Retire e McDelivery; 20% de desconto em produtos selecionados de Toy Story 5 no Mercado Livre, e 10% de desconto nos ingressos de Disney Celebra: Um Natal Inesquecível 2026, que será realizado de 1 a 23 de dezembro, em Curitiba.

O resgate dos cupons está disponível no site disneyplus.com/beneficios, onde o assinante deve fazer o login utilizando o mesmo e-mail associado à assinatura do Disney e seguir as instruções de resgate de cada parceiro.

"Temos algumas parcerias, alguns benefícios, que são casados aos grandes lançamentos de conteúdo, como é nossa parceria atual com o Mercado Livre envolvendo os produtos de Toy Story, e também temos outros que são independentes. Nossa estratégia é estar sempre trazendo mais benefícios para o nosso assinante sem precisar necessariamente estar atrelado a um grande lançamento do cinema ou do streaming. A gente percebeu que, para o consumidor, não basta só oferecer o Disney de de forma direta. Talvez ele queira assinar junto com o Mercado Livre, talvez ele queira assinar junto com a conta da Claro. Então, a gente tem uma diversidade de distribuição da nossa estratégia para conseguir essa capilaridade e chegar no assinante de diversas formas. Quando a gente lançou [a plataforma], só tinha um plano, né? Agora temos alguns. O Premium custa R$ 69,90 com toda a proposta de ter os canais de esporte, mas você tem também o plano de padrão com anúncios, que é a nossa proposta com um preço mais atrativo. Então, a gente quer dar para o nosso consumidor escolhas. Você escolhe como quer pagar, através de quem você quer assinar, que tipo de conteúdo você quer ver", concluiu.