Música

Rodrigo Maranhão de volta à autoralidade

Rodrigo Maranhão de volta à autoralidade
Rodrigo Maranhão Crédito: Divulgação

Depois de um período afastado do estúdio, a música o puxou Rodrigo maranhão de volta. O resultado desse chamado é "O Amor e o Tempo", sexto álbum da carreira, lançado em 28 de janeiro pela MP,B em parceria com a Som Livre, e que agora chega ao palco do Manouche neste sábado (22), em apresentação única no Manouche.

Sua assinatura costuma aparecer nas entrelinhas da cena musical. Fundador do Bangalafumenga em 1998 — bloco que se tornou fenômeno de massa com repertório que vai do samba ao funk —, Maranhão construiu seu nome primeiro como compositor. "Caminho das Águas", gravada por Maria Rita, lhe rendeu o Grammy Latino de Melhor Canção Brasileira em 2006. A estreia solo veio no ano seguinte, com "Bordado" (2007), álbum que reunia canções suas já conhecidas nas vozes de Maria Rita, Roberta Sá e Zélia Duncan e lhe valeu o Prêmio da Música Brasileira de revelação. Vieram depois "Mercado das Flores" (2022) e "Isso Não É Maranhão" (2024), este último um disco de intérprete. Agora, ele retoma sua interessante voz autoral.

"Em outros discos que fiz, queria as coisas do meu jeito, tinha muitas certezas, estava fechado no meu mundo acústico", afirmou. "Nesse disco queria ser surpreendido. O disco é nosso." O "nosso" inclui João Viana, que assina a produção musical e a bateria. A amizade veio antes da parceria. Viana acompanhou todo o processo pré-disco e, quando Maranhão se sentiu pronto para voltar, não havia outra escolha. "É muito importante para mim juntar competência e afeto", disse o compositor. 

SERVIÇO

RODRIGO MARANHÃO - O MAOR E O TEMPO

Manouche (Rua Jardim Botânico, 983 — subsolo da Casa Camolese)

22/8, às 21h

Ingressos: R$ 160 e R$ 80 (meia e ingresso solidário, levando 1kg de alimento não perecível ou livro para doação)