Correio da Manhã
Música

Nem concerto erudito nem show de axé. Apenas encantamento

Projeto que reúne Carlinhos Brown e músicos da Orquestra Ouro Preto chega ao YouTube

Nem concerto erudito nem show de axé. Apenas encantamento
Carlinhos Brown e os músicos da Orquestra de Ouro Preto durante apresentação em Salvador Crédito: Lucas Leawry/Divulgação

O encontro entre a percussão baiana de Carlinhos Brown e a tradição erudita da Orquestra Ouro Preto, que já arrastou multidões por praças e teatros do país, agora ganha versão audiovisual. Gravado ao vivo durante concerto na Concha Acústica de Salvador, em outubro de 2025, o concerto "Afrossinfonicidade" estreia no YouTube nesta sexta (26) nos canais do artista e do conjunto mineiro, simultaneamente. No mesmo dia, chega às plataformas de streaming o Volume 2 do álbum, dando continuidade ao registro fonográfico do projeto.

O repertório percorre diferentes momentos da obra de Brown, com nova roupagem sinfônica assinada pelo arranjador Paulo Malheiros e regência do maestro Rodrigo Toffolo. Entre os destaques do Volume 2 estão composições criadas por Carlinhos Brown ao lado dos Tribalistas — Marisa Monte e Arnaldo Antunes — como "Vilarejo", "Velha Infância" e "Já Sei Namorar". Também ganham novas interpretações sucessos como "A Namorada", "Amor I Love You" e "E.C.T", esta última em parceria com Nando Reis e Marisa Monte.

O concerto revela que essas duas linguagens musicais podem e devem caminhar juntas. Entre o tambor e o violino, entre o terreiro e o teatro, entre Minas e Bahia, há uma cumplicidde que a música brasileira promove como poucas pelo mundo.

O encontro mais recente entre Carlinhos Brown e a Orquestra Ouro Preto aconteceu no dia 17 de maio e reuniu mais de 25 mil pessoas na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. O projeto, que teve sua primeira edição em 2024, já passou por São Paulo (Av. Paulista), Rio (Praia de Copacabana), Salvador (Concha Acústica), Ouro Preto e Trancoso. Novas edições estão previstas para o segundo semestre.

"Afrossinfonicidade"é a força rítmica da herança afro-brasileira no centro da orquestra. Não é concerto de música clássica e tampouco show de axé, mas algo que só existe naquele encontro.