Na eterna disputa entre argentinos e uruguaios pela melhor parrilla — rivalidade que só perde em intensidade para a que se trava nos campos de futebol —, a verdade é que ambos os países saem campeões. Se Buenos Aires consagrou o asado como ritual nacional, Montevidéu e o interior do Uruguai cultivam, há quatro séculos, uma tradição pecuária que dispensa apresentações.
Foi justamente dessa tradição que o Corrientes 348 se apropriou para o mais recente capítulo de sua Coleção 348 de festivais de cortes especiais — série que já passou pelo Wagyu A5 japonês, pelas raças argentinas Braford, Brangus e Hereford, e pelo raro Cejas 348.
As cinco casas do grupo — três em São Paulo e duas no Rio — passam a servir o Festival Angus Uruguaio, em edição limitada que dura enquanto durar o estoque do lote trazido do departamento de Rocha, no sudeste do país vizinho.
A escolha do produtor recaiu sobre o frigorífico Copayan, sediado numa região litorânea entre o Atlântico e a fronteira com o Brasil, onde pastagens temperadas crescem sob influência direta da maresia. O efeito é uma salga natural da vegetação que, segundo o especialista do grupo, Henrique Freitas, imprime na carne uma identidade própria. "Assim como os grandes vinhos, a carne precisa de tempo para desenvolver seu terroir", afirma.
Os bovinos permanecem com as mães até os seis meses, passam por 12 a 14 meses de recria em pastagens naturais e, por fim, enfrentam mais de 200 dias de terminação em confinamento — etapa que desenvolve o marmoreio e a cobertura de gordura ideais. São sete cortes: Especial 348 (R$ 288), bife ancho (R$ 328), asado de tira (R$ 318), ojo del bife (R$ 328), bife de chorizo (R$ 284), tapa de cuadril (R$ 332) e entraña (R$ 460).
O Uruguai exporta anualmente entre 400 mil e 500 mil toneladas de carne bovina e ostenta raças britânicas — sobretudo Angus e Hereford — cultivadas sobre um tapete verde natural sem qualquer elevação de terreno que daria músculos aos animais. O Copayan obteve em 2019 habilitação para exportar carne congelada para a China.
No salão, a orientação fica por conta do Guardián, profissional que atua como uma espécie de sommelier de carnes, ajudando o cliente a navegar entre texturas e intensidades. "Aos poucos, os clientes estão identificando suas preferências e comendo com mais prazer", conta Freitas.
SERVIÇO
CORRIENTES 348
Unidade Marina da Glória: Avenida Infante Dom Henrique, restaurante 103. Tel: (21) 2557-4027 | Segunda a sábado (12h às 23h) e domingos (12h às 21h30)
Unidade Barra da Tijuca: Avenida das Américas, 7777. Tel: (21) 3648-7008. Segunda a sábado (12h às 23h30) | domingos (12h às 21h)
@corrientes348
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