•"Flávio Bolsonaro viajou dos EUA para Brasília em jato ligado a Vorcaro";
•"Flávio Bolsonaro envia ao STF notícia-crime contra Lula por uísque de Vorcaro";
•"Veja vídeo que registra Alexandre de Moraes saindo de avião de Vorcaro";
•"CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Kassio Nunes Marques";
•"Dino manda PF apurar possível interferência na CVM sob Bolsonaro";
•"[Governadora de Pernambuco,] Raquel Lyra apoia laqueadura sem a mulher saber".
A quinta-feira, 24, veio recheada de manchetes que exprimem um clima acirrado por denúncias contra os candidatos a dez dias das eleições que ocorrerão no domingo da próxima semana. Uma eleição extremamente polarizada em torno das candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com reflexos nos estados.
As pesquisas apontam empate dos dois principais candidatos a ocupar o Palácio do Planalto nos próximos quatro anos. Sugerem que o resultado das urnas será definido por pequena margem de votos. E as equipes de campanha avaliam que qualquer escorregão de última hora, ou uma denúncia que toque mais corações e mentes, definirá o resultado.
No caso de Raquel Lyra (PSD), a nova pesquisa da Quaest para o governo de Pernambuco, divulgada nesta quarta-feira (23), mostrou a governadora ainda em primeiro lugar com 41% das intenções de voto. Mas empatada tecnicamente com João Campos (PSB), com 39%. A distância entre Lyra e Campos caiu quatro pontos percentuais em relação à pesquisa anterior da Quaest, divulgada no dia 8.
Foi o primeiro levantamento do instituto após a atual governadora ser filmada defendendo a laqueadura em uma mulher de sete filhos "sem ela saber". A oposição explorou a questão. João Campos disse que "lugar nenhum do mundo, muito menos em Pernambuco, é terra de 'faz sem ela saber'". A governadora pediu desculpas pela fala "infeliz" e disse que "não se reconheceu" no vídeo em que foi flagrada. O receio da equipe da candidata, que chegou a vislumbrar vitória no primeiro turno, é que a declaração signifique a derrocada de sua reeleição.
Seus marqueteiros propõem "todo o gás" na reta final da campanha como tentativa de solução para a crise. Não só se defendendo, como procurando flancos do adversário.
É exatamente o que está ocorrendo, no nível nacional, na disputa entre petistas e bolsonaristas. Chegou a hora do "tudo ou nada", segundo os marqueteiros.
A avaliação de ambas as equipes é de que há, sim, o risco de uma derrota no primeiro turno. E quem sair na frente agora, tem historicamente mais chances de ser vitorioso ao final do segundo turno das eleições.
A principal fonte de disputa entre os dois grupos está no material sobre o caso do Banco Master, especialmente as mensagens dos celulares do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
É uma verdadeira corrida do ouro que está sendo travada entre os dois grupos nesses últimos dias. Quem viver, vencerá.
Menu