JORNAL DE TURISMO

Azul amplia oferta de voos extras nas férias de julho

Azul amplia oferta de voos extras nas férias de julho
Companhia reforça malha aérea na alta temporada Crédito: Guilherme Ramos

A Azul terá uma operação especial para a alta temporada de férias escolares entre os dias 27 de junho e 2 de agosto. A companhia anunciou cerca de 1,2 mil voos extras no período, com oferta adicional de mais de 174 mil assentos em rotas nacionais e internacionais. A ampliação inclui novos destinos turísticos a partir de Congonhas e reforço de frequências para cidades como Salvador, Ilhéus, Porto Seguro, Maceió e Natal. A Azul Viagens também terá participação importante na malha adicional, concentrando quase metade das operações extras previstas para o período. A estratégia reforça a aposta da companhia no turismo de lazer durante a alta temporada de inverno. A expectativa é de aumento na procura por viagens.

 

O peso do turismo na aviação

A ampliação da malha aérea para julho reafirma o peso crescente do passageiro de lazer na estratégia das companhias durante a alta temporada. A demanda por destinos turísticos tem levado empresas a ampliar frequências, criar rotas sazonais e reforçar operações em cidades com forte apelo de férias de inverno. A movimentação também evidencia a força do turismo doméstico no planejamento das companhias aéreas brasileiras.

Liderança feminina no turismo

Liderança feminina no turismo
Ministra Diana Rojas representa a Colômbia no Fórum Crédito: Reprodução/MINCIT

João Pessoa recebe nos dias 3 e 4 de junho o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, promovido pelo MTur em parceria com a ONU Turismo. O encontro reunirá ministras, empresárias e especialistas para discutir o protagonismo feminino no setor. A pauta ganha relevância em um segmento historicamente marcado pela forte presença de mulheres na operação turística, mas ainda com participação minoritária nos principais cargos de comando institucional do setor. Diana Rojas, ministra do Turismo da Colômbia, é uma das lideranças confirmadas.

Mulheres nos espaços de poder

O avanço do debate sobre liderança feminina no turismo reflete mudanças graduais em um dos setores com maior presença de mulheres no país. A discussão sobre representatividade nos espaços de decisão ganhou força nos últimos anos e hoje mobiliza entidades, empresárias e gestores públicos. O Fórum surge nesse cenário como espaço voltado à ampliação desse debate no turismo.

Ministras

Criado em 2003, o Ministério do Turismo teve apenas duas mulheres no comando da pasta: Marta Suplicy, entre 2007 e 2008 e Daniela Carneiro, em 2023. O fato reforça que a presença feminina nos principais espaços de decisão do turismo brasileiro ainda aparece de forma minoritária no histórico do setor.

Embratur

Desde sua criação, em 1966, a Embratur também teve apenas duas mulheres na presidência: Jeanine Pires (2006 a 2010) e Teté Bezerra (2018 a 2019). O histórico evidencia que o avanço do debate sobre liderança feminina no turismo ainda convive com estruturas tradicionalmente masculinas no comando.

Avanços

Ao mesmo tempo, o setor começa a registrar sinais de maior presença feminina nos espaços de decisão. Hoje, as comissões de Turismo da Câmara e do Senado são presididas pelas parlamentares Daniela Reinehr e Professora Dorinha, movimento que amplia a representatividade feminina no setor de turismo.

Escala 6x1

O Beto Carrero World adotou a escala 4x2 em áreas operacionais do parque, substituindo o modelo 6x1. A empresa afirma ter registrado ganhos de produtividade e bem-estar das equipes. A discussão sobre as mudanças na escala 6x1 deve avançar nesta semana na Câmara, com atenção de segmentos ligados ao turismo e entretenimento.

Cruzeiros

A CLIA Brasil projeta crescimento de 24% na oferta de leitos para a temporada de cruzeiros 2026/2027. Serão oito navios operando na costa brasileira, ante sete no ciclo anterior. A entidade aponta retomada gradual da oferta, mas mantém alerta sobre custos, infraestrutura e competitividade do segmento.

Conectividade

A IATA informou que a conectividade aérea da União Europeia praticamente estagnou em 2025, com crescimento líquido de apenas 1% nas rotas. A entidade atribui o cenário ao aumento de custos, excesso de regulação e perda de competitividade do setor aéreo europeu, limitando a expansão da malha aérea.