Sérgio Cabral

Mais velhos

Mais velhos
Idosos aposentados Crédito: Magnific

Os novos números da população brasileira divulgados pelo IBGE demonstram que envelhecemos numa velocidade impressionante.

Em 1991, no meu primeiro ano como deputado estadual, iniciei meu mandato dedicado ao tema dos idosos. Naquele ano, o Brasil tinha 7.085.847 pessoas com 65 anos ou mais. Isso representava cerca de 4,8% da população brasileira, que era de 146,8 milhões de habitantes.

Hoje, são 23.713.584 de pessoas, no Brasil, com 65 anos ou mais.

Isso corresponde a aproximadamente 11,2% da população brasileira.

Lá na distante década de 90 do século passado, fui autor das primeiras leis estaduais, no Brasil, que beneficiaram essa faixa da população. Gratuidade nos transportes intermunicipais para idosos, estudantes da rede pública e PCDs. Meia entrada nos cinemas e nos teatros, e gratuidade nos museus do estado. Leis que criaram o Conselho Estadual do Idoso e Delegacia do Idoso. Prioridade na justiça.

No início desse século, como Senador da República, desengavetei o projeto que criava o Estatuto do Idoso, e fui o relator no Senado Federal. Em outubro de 2003, o presidente Lula sancionou o Estatuto, que garantiu aos nossos idosos direitos já conquistados no Rio e em outros estados, naquela ocasião, e que foram estabelecidos no marco legal para os idosos.

O Brasil precisa, nos três níveis de poder, e no setor privado, olhar esse tema com maior prioridade.

Nascem menos brasileiros e vivemos mais.

Fico irritado quando só se fala a ladainha de rever o cálculo atuarial da previdência, como se fosse uma punição as pessoas viverem mais.

Ao contrário: precisamos ter como prioridade criar políticas públicas e privadas diante do nobre desafio: como podemos viver mais e melhor.