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Vice de Cury comemora: "Somos a agulha que vai furar a bolha"

Vice de Cury comemora: "Somos a agulha que vai furar a bolha"
Cury e Delgado: os números do Avante na disputa Crédito: Divulgação/Avante

Candidato a vice-presidente na chapa de Augusto Cury, do Avante, o ex-deputado mineiro Júlio Delgado disse ao Correio Político que os trackings da campanha na semana passada já indicavam que as pesquisas indiciariam uma saída nas intenções de voto. "Só não imaginávamos que ultrapassaria os dois dígitos. Isso, mesmo para nós, foi uma surpresa", disse Delgado. Duas pesquisas foram divulgadas nesta segunda-feira (31). Na BTG/Nexus, Cury chegou a 11%. Na AtlasIntel, ficou com 7,8%. Em ambas, tornou-se o terceiro colocado na corrida eleitoral, atrás somente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), seu principal adversário. Júlio Delgado disse ter tido um indicador, além dos trackings, antes da sabatina de Cury ao Jornal Nacional no sábado (29). Ele e Cury estiveram na Rocinha, no Rio de Janeiro. "A receptividade foi impressionante".

 

Cury já tinha 8 milhões de seguidores

Cury já tinha 8 milhões de seguidores
Diagnóstico de piscólogo contra agressividade de Renan Crédito: Partido Missão

"Sempre é preciso lembrar que ele já tinha antes da campanha 8 milhões de seguidores", considera Júlio Delgado. Para o candidato a vice, o debate da Band e a sabatina da Globo teriam tido o efeito de mostrar às pessoas que o escritor de livros de autoajuda e o candidato à Presidência eram a mesma pessoa. "Então, muitos dos autoajudados com os livros de Augusto Cury ficaram sabendo que o candidato não era um homônimo, mas a mesma pessoa que os ajudou", considera Delgado.

Psicólogo desmontou Renan Santos

As avaliações quanto à subida de Augusto Cury decorrem, segundo a leitura dos institutos, do seu desempenho no debate da Band, já que as reações quanto à sabatina no sábado não teriam chegado a ser medidas. E, aí, o ponto considerado mais importante no debate, para a equipe do Avante, teria sido quando Cury dirigiu-se a Renan Santos. "Você tem um nível de agressividade que me assombra", diss Cury para Renan. Para o Avante, a leitura feita ali foi que se tratou de um diagnóstico de psicólogo.

"Estafa da polarização"

A postura ao criticar a agressividade de Renan Santos o teria feito crescer porque os que não optam nem por Lula nem por Flávio buscam justamente uma alternativa ao nível de agressividade da polarização política. "Bateu a estafa no povo brasileiro", considera Júlio Delgado. "Isso só não se refletia de forma mais evidente porque o eleitor não estava enxergando alternativa".

Reações

Para Delgado, a virulência das reações nas redes sociais a partir do fim de semana após a sabatina no Jornal Nacional mostraria que Augusto Cury de fato começou a incomodar os adversários. "Somos a agulhinha a furar a bolha", provoca o candidato a vice. Delgado refere-se à reação às propostas que Cury fez no Jornal Nacional.

"Lunático"

Boa parte das postagens como reação tentam ironizar as propostas de Cury como as de um lunático, ao propor a criação de um Ministério da Inteligência Artificial, o uso de drones para combater a violência contra a mulher ou apostando que a telemedicina poderia resolver 80% dos casos de saúde de menor complexidade.

Século 21

"São reações de quem não está enxergando o século 21", diz Delgado. "O que a pessoa vai achar melhor? Receber on-line um diagnóstico para comprar um xarope para bronquite ou esperar 60 dias por um tratamento ambulatorial?", questiona. "O uso da telemedicina cresce em sistemas como o do Reino Unido".

Drones

"É evidente que os drones não irão coibir um ato de violência, mas servirão como forte advertência", considera Júlio Delgado. A ideia é que o drone faça a identificação facial do agressor. Então, cruzando dados, saberá de quem se trata e onde localizá-lo. "A prisão, então, se dará depois", afirma. "E ele já estará advertido que foi observado".

Paz Celestial

Segundo Delgado, o uso de drones já tem sido usado pelas forças policiais da China. "Em vez da forte repressão que houve, por exemplo, nos atos da Praça da Paz Celestial, os drones identificam os rostos e vão prender depois as pessoas nas suas casas", diz. "Para além de superficialidade na reação, é esse o uso".

Passado

"As críticas parecem ser feitas por aqueles que querem prender o Brasil no século passado", acusa Delgado. "E nós sabemos que motivos essas pessoas têm para não permitir que o Brasil avance para o novo século". Até onde irá o escritor de autoajuda, só o tempo poderá dizer. Para seu candidato a vice, porém, a bolha foi furada.