Lula e Alcolumbre: vai ficar mais fácil ou mais difícil?Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Na semana em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu sentar com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e destravar a pauta do Congresso, as pesquisas de intenção de voto mais recentes em cada estado ajudam a dar um panorama do que ele enfrentará no Congresso no ano que vem, caso seja reeleito. Ou do que enfrentará seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), dado que os levantamentos hoje não parecem apontar maior chance dos demais adversários. Se Lula, ainda que às vezes aos trancos e barrancos, consegue azeitar uma relação com um Congresso por vezes hostil hoje, talvez ele consiga manter o mesmo em 2027. Quanto a Flávio Bolsonaro, ele teria maioria, mas talvez não tão confortável como a direita chegou a pensar em momentos anteriores da disputa.
Diversas situações de empate
Manuela D'Ávila: chance numa região conservadoraCrédito: Divulgação
Há diversas situações de empate para o Senado em vários estados, conforme as pesquisas. Então, as contas feitas aqui vão extrapolar naturalmente o número de vagas na disputa, duas em cada estado. Levando-se em conta os perfis dos candidatos, e não exatamente os seus partidos, é possível dizer que há uma chance de se elegerem até 30 senadores que tenderiam a ser aliados de Lula em um eventual quarto governo. E 38 que bem provavelmente fariam oposição a ele. E há outros 14 que parecem orbitar mais ao centro.
Surpresas em estados conservadores
O eleitor é um sujeito que tem suas espertezas e raciocínios. E não necessariamente tem grande alinhamento ideológico. Assim, algumas vezes tende a ter um comportamento mais conservador nas escolhas que faz para presidente e governador. E nem tanto para o Senado. As pesquisas registram diversas surpresas em estados que tenderiam a ser mais conservadores. O PL, por exemplo, tem chance de eleger os três governadores da região Sul. Mas Manuela D'Ávila (Psol) tem aparecido sempre forte no Rio Grande do Sul.
Chances também no Paraná
E ainda no Rio Grande do Sul com chances também Paulo Pimenta (PT). Gleisi Hoffmann (PT) e Dr. Rosinha (PT) têm possibilidades no Paraná. No Distrito Federal, estado onde Flávio Bolsonaro lidera para a Presidência, com uma aliada, Celina Leão (PP), favorita ao governo, Leila do Vôlei (PDT) tende a ficar com uma das vagas. A outra deverá ser de Michelle Bolsonaro (PL).
São Paulo
Em São Paulo, a última Quaest turbinou as chances de Guilherme Derrite (PL). Até então, as pesquisas apontavam para o Senado o domínio de aliados de Lula. Mas no maior estado do país, com favoritismo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula deverá eleger pelo menos uma aliada, ou Marina Silva (Rede) ou Simone Tebet (PSB).
Rio
O mesmo deve acontecer no Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Rio, o favorito para o governo é aliado de Lula, Eduardo Paes (PSD). A hoje deputada Benedita da Silva (PT) tem chance de ficar com uma das vagas para o Senado. Embora haja ali, segundo a Quaest, grande situação de empate,o provável é a outra vaga ficar para a oposição.
Minas
O senador Cleitinho (Republicanos), que lidera para o governo de Minas, é um fenômeno difícil de explicar. Inclusive por sua liderança após tanta hesitação. Fará oposição ou não a um eventual novo governo de Lula? Nem ele parece muito capaz de dizer. De qualquer modo, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) tem boa chance.
Bahia
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) lidera na Bahia, embora esteja apertada a disputa com o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição. Ali, porém, não parece haver muita dúvida da grande chance de o PT eleger os dois senadores, com o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa e o hoje já senador Jaques Wagner.
Pernambuco
Em Pernambuco, outra situação que parece hoje favorecer Lula. Ele apoia oficialmente para o governo João Campos (PSB), mas Raquel Lyra (PSD) também arrasta uma asa para o hoje presidente da República. No caso do Senado, tudo parece indicar que as duas vagas serão de aliados do presidente: Marília Arraes e Humberto Costa.
Santa Catarina
Há, porém, onde a oposição impera. Caso de Santa Catarina, onde Jorginho Mello (PL) pode ser reeleito governador no primeiro turno. Ali, o desarranjo que houve nas alianças não deve tirar a vaga da oposição. Esperidião Amin foi escanteado da chapa de Mello, mas disputa com os dois nomes do PL, Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni.
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