Já vão quase quatro anos que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu o "orçamento secreto". A decisão foi tomada no dia 19 de dezembro de 2022. Mas nem mesmo a Velhinha de Taubaté, personagem do saudoso Luís Fernando Veríssimo, seria capaz de acreditar hoje que o Congresso acatou a determinação do Supremo e que não há mais orçamento secreto. A decisão elevou ao nível da mais alta Corte do Judiciário brasileiro a história de que há no Brasil leis que pegam e leis que não pegam. A proibição do orçamento secreto virou lei que não pega. Mantém-se com novos apelidos como "emenda Pix" e "emenda de liderança". E chama a atenção como Câmara e Senado resistem a aceitar um jogo mais transparente. Chama a atenção, mas não espanta. É um jogo bilionário. Que irá irrigar as campanhas eleitorais país afora. Se fosse só isso já seria um problema. Mas é bem mais.
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