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Crise do Master/BRB embolou eleições do DF

Crise do Master/BRB embolou eleições do DF
Ibaneis passou faixa para Celina e os dois romperam Crédito: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília

Uma pesquisa do Instituto Exata OP, encomendada pela campanha à reeleição da governadora Celina Leão (PP) mostra como a crise do Master/BRB produziu consideráveis estragos nos planos eleitorais de quem estava no poder. O estrago mais visível nem está na pesquisa: é a desistência do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha de disputar, como pretendia, uma vaga para o Senado. O segundo estrago visível também não está no levantamento: a crise afastou Ibaneis da sua vice-governadora, que assumiu o governo e agora disputa a reeleição. O que a pesquisa mostra é que o esforço de afastamento de Celina do caso não surtiu todos os efeitos que ela desejaria. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com a inscrição DF029994/20026. Então, seus números podem ser divulgados. Celina lidera o cenário de primeiro turno, com 23,4%.

 

Em dezembro do ano passado, ela tinha 40%

Em dezembro do ano passado, ela tinha 40%
Votos de Capelli e Grass passam Arruda Crédito: Brasilianas

Mas, para efeito de comparação, Real Time Big Data publicada em dezembro do ano passado colocava Celina Leão com 40% das intenções de voto. O segundo colocado é José Roberto Arruda, do PSD, com 16,3%. Mas Leandro Grass, do PT, já vem colado nele logo atrás, com 15,8%. Ricardo Capelli, do PSB, é o quarto, com 6,4%. Izalci Lucas (PL) tem 5,1%. José Antonio Reguffe (Solidariedade), 4,8%. Rafael Prudente (MDB), 3,1%. Kiko Caputo (Novo), 2,4%. Paula Belmonte (PSDB), 1,9%. E Samara Mineiro (UP), 1%.

Sem Capelli, Grass encostaria em Celina

O campo de esquerda ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva está dividido no Distrito Federal. O PT vai com Leandro Grass e o PSB com Ricardo Capelli. Se os dois se unissem numa única candidatura, a soma das intenções de voto não apenas ultrapassaria Arruda como segundo colocado como levaria a um empate técnico com Celina. Somados os votos de Grass e Capelli, eles vão a 22,2%. Resta saber o que aconteceria em um segundo turno. Para onde iriam os eleitores dos demais candidatos.

Desistência de Ibaneis pode levar MDB

Reguffe já foi do PDT. Em 2022, ia sair candidato pelo União Brasil, mas o partido lhe deu uma rasteira para apoiar a reeleição de Ibaneis. Seus eleitores podem vir a dar o troco agora. Paula Belmonte também tende a ser um voto de oposição a Celina. Já a candidatura de Rafael Prudente, porém, pode minguar com a desistência de Ibaneis de sair para o Senado. O partido pode, no caso, vir a compor aliança com Celina.

Sem Arruda

A situação de elegibilidade de Arruda ainda está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), onde há uma ação que discute os prazos de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa. Numa simulação sem Arruda, Celina ficou com 36,5%. Grass, com 19,4%. E Capelli com 8,8%. Somados os votos dos dois nomes ligados a Lula, 28,2%.

Segundo turno

As duas simulações de segundo turno, feitas, porém, apontam para a reeleição de Celina Leão. Ela venceria Arruda por 42,7% a 34%. E venceria Leandro Grass por 45,7% a 36%. O que mostra que o humor do eleitor não se move tanto assim somente por inclinações políticas e ideológicas. Essa pesquisa não trouxe simulações sobre o Senado.

Senado

No caso do Senado, a grande incógnita é se Michelle Bolsonaro irá disputar ou não depois da briga que teve com o candidato do PL à Presidência, o seu enteado e senador Flávio Bolsonaro (RJ). Dados de uma outra pesquisa, essa não registrada, apontam Michelle à frente, mas numa disputa embolada. No caso, não iremos divulgar os números.

Michelle

Michelle lidera, mas com as duas candidatas ligadas a Lula muito próximas dela. Quem aparece em seguida é a deputada federal Erika Kokay (PT). E depois a senadora Leila do Vôlei (PDT), que tenta a reeleição. A eventual companheira de chapa de Michelle, a deputada federal Bia Kicis, aparece em seguida. E depois viria Ibaneis Rocha.

Desistências

Fica, então, a dúvida quanto ao peso das eventuais desistências. Se Michelle não disputar, as duas candidatas de Lula passem à frente. Mas a grande incógnita é para onde irão os votos de Ibaneis, diante da desistência já anunciada. Ainda que o MDB feche aliança com Celina, tudo segue para as candidatas dela, Michelle (se disputar) e Bia?

BRB

Feito o estrago, agora é esperar para ver se Celina Leão terá capacidade de revertê-lo. Os revezes produzidos pela crise Master/BRB não acabaram. Celina tenta fechar o acordo para salvar o banco. Mas permanecem as dúvidas, uma vez que o BRB até agora não apresentou o seu balanço e ninguém sabe ao certo o tamanho do rombo.