Flávio Bolsonaro tem motivos concretos para buscar auxílio nos Estados Unidos diante da atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal deles é a falta de imparcialidade atribuída ao magistrado em processos envolvendo críticos da Suprema Corte.
A possibilidade de Flávio ter um julgamento justo em um inquérito relatado por Moraes é questionada após o ministro determinar a apreensão dos passaportes do senador, mesmo sem denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ou condição de réu.
O caso de Débora do Batom, condenada a 14 anos de prisão pelos atos de 8 de janeiro, reforça os questionamentos sobre o tratamento que Moraes poderia dispensar a Flávio, uma das lideranças políticas que articulam o impeachment do ministro no Senado.
Daqui a dois meses, Flávio perderá o foro privilegiado e poderia ser preso preventivamente por decisão monocrática de Moraes. A possibilidade alimenta críticas à atuação do magistrado, acusado de deixar convicções pessoais se sobreporem à Constituição.
Durante o debate presidencial, Lula afirmou que Flávio teria problemas no dia seguinte à eleição. A apreensão dos passaportes é interpretada como o cumprimento da ameaça, embora a entrada do governo de Donald Trump no cenário não estivesse nos cálculos de Moraes.
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