Os Estados Unidos não atenderão ao pedido de Alexandre de Moraes e do governo Lula para extraditar Eduardo Bolsonaro (PL), após o ministro do STF determinar o início do cumprimento da pena de 4 anos e 2 meses de prisão imposta ao ex-deputado por coação no curso do processo.
A informação foi repassada à coluna pelo jornalista Paulo Figueiredo, que afirmou ter entrado em contato com o Departamento de Estado norte-americano assim que tomou conhecimento da decisão de Moraes, nesta quinta-feira (8).
A posição relatada pelo jornalista ocorre em meio à aliança entre o governo de Donald Trump e a família Bolsonaro. Meses atrás, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro foram recebidos pelo presidente norte-americano no Salão Oval da Casa Branca.
Com a determinação de Moraes para o início do cumprimento da pena, o próximo passo previsto é o encaminhamento de um ofício do STF ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Caberá, então, ao governo federal formalizar junto aos Estados Unidos o pedido de extradição de Eduardo Bolsonaro.
De acordo com Figueiredo, a solicitação não será aceita pelas autoridades norte-americanas. O jornalista relaciona essa posição à proximidade entre a família Bolsonaro e o governo Trump.
O STF já enfrentou dificuldades em outros processos de extradição envolvendo brasileiros que estão no exterior. Entre os casos citados estão os de Carla Zambelli, na Itália, Allan dos Santos, nos Estados Unidos, e Oswaldo Eustáquio, na Espanha.
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