A defesa de Belline Santana, ex-chefe de unidade do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) do Banco Central, afirmou à Polícia Federal que a Diretoria de Fiscalização da autarquia monitorava diariamente a liquidez do Banco Master desde dezembro de 2024. O argumento é usado pelos advogados para rebater uma eventual responsabilização individual de Belline pela supervisão da instituição de Daniel Vorcaro.
Em manifestação encaminhada à PF, a defesa afirma que o acompanhamento começou após uma reunião realizada em 3 de dezembro de 2024 para tratar de suspeitas de ilícitos envolvendo o Master. A partir do dia seguinte, relatórios diários sobre a liquidez passaram a ser enviados à supervisão e à diretoria do BC.
Segundo depoimento de Belline citado na peça, o monitoramento foi determinado pelo diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Diante disso, a defesa questiona como o Master chegou a ter aproximadamente R$ 4 milhões em caixa antes da liquidação, apesar do acompanhamento diário.
Os advogados também tentam afastar suspeitas relacionadas aos contatos de Belline com Vorcaro. Sustentam que as conversas por WhatsApp faziam parte de suas atribuições de supervisão e não decorreram de "relação pessoal ou interesse particular".
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