Um homem apontado pelas autoridades como líder de uma organização criminosa com vínculos com o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou a tornozeleira eletrônica presa a um bicho de pelúcia ao fugir da polícia. O episódio consta de uma decisão do ministro Luiz Fux (STF), que manteve a prisão preventiva do investigado.
Identificado no processo pelas iniciais D.A.C. e conhecido como "Mancha", ele é apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como fundador e principal dirigente da organização criminosa Tropa do Douglas (TDD). Segundo a PGR, o grupo atua no tráfico interestadual e transnacional de drogas e mantém vínculos operacionais tanto com o PCC quanto com o CV.
O episódio da tornozeleira ocorreu quando equipes da Polícia Civil de Minas Gerais foram ao endereço declarado por Mancha para cumprir um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte.
Quando chegaram ao local, porém, os agentes constataram que o investigado havia fugido. A tornozeleira eletrônica que deveria estar sendo utilizada por ele foi encontrada intacta e presa a um bicho de pelúcia.
No documento encaminhado à Justiça, a Polícia Civil classificou a atitude como de "extremo deboche e menosprezo à Justiça".
Após permanecer foragido, Mancha foi preso em 15 de março de 2026, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu em uma ação conjunta de autoridades brasileiras e bolivianas, e o investigado retornou ao sistema prisional brasileiro.
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