Alexandre de Moraes

Financial Times confirma ofensiva de Trump a Moraes antecipada pelo Correio da Manhã

Governo Trump estuda retomar a Lei Magnitsky contra o ministro após medidas envolvendo jornalista e fontes

Financial Times confirma ofensiva de Trump a Moraes antecipada pelo Correio da Manhã
Publicação na coluna Paulo Cappelli no dia 13 de agosto de 2026. Crédito: CM

Um dos jornais mais tradicionais do mundo, o britânico Financial Times confirmou, neste domingo (16/8), uma informação antecipada pelo Correio da Manhã quatro dias antes. Como mostrou a coluna na quarta-feira, o governo de Donald Trump passou a monitorar decisões do ministro Alexandre de Moraes e avalia reaplicar a Lei Magnitsky contra o ministro do STF.

A possibilidade de novas sanções, segundo o Financial Times, ganhou força após Moraes determinar medidas contra o jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e pessoas apontadas como suas fontes, em uma investigação envolvendo informações publicadas sobre o ministro Flávio Dino.

A reportagem afirma que o episódio reacendeu em Washington preocupações relacionadas à liberdade de imprensa e à atuação do magistrado. Alexandre de Moraes já havia sido alvo da Lei Magnitsky em 2025, mas as sanções foram retiradas em dezembro daquele ano.

Quatro dias antes da publicação do Financial Times, a coluna revelou que os Estados Unidos passaram a monitorar a atuação de Moraes justamente após a ofensiva contra Luís Pablo. Interlocutores em Washington ouvidos pelo Correio da Manhã classificaram a investigação como uma violação à liberdade de imprensa.

A apuração mostrou ainda que essa avaliação não se restringia a aliados políticos de Trump e do secretário de Estado, Marco Rubio. A percepção era compartilhada por diplomatas de carreira norte-americanos, inclusive integrantes que ocuparam postos de destaque durante o governo do democrata Joe Biden.

Na ocasião, a coluna também antecipou que a Casa Branca estudava retomar a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. A legislação permite ao governo dos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção.