? Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (4/8) o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. Foi uma resposta à demora do governo Lula em conceder o agrément ao deputado republicano Daniel Perez, indicado por Donald Trump para chefiar a embaixada norte-americana em Brasília.
? A irritação de Trump foi antecipada pela coluna, que revelou uma semana antes, em 28/7, que Washington já discutia reações.
? Na reportagem que estampou a capa do Correio da Manhã, a coluna mostrou que integrantes da Casa Branca estavam desconfortáveis e consideravam incomum a falta de resposta do Brasil ao pedido de agrément, que é o aceite oficial do Itamaraty para a vinda de um diplomata estrangeiro.
Washington não avisou Itamaraty
? Por outro lado, o Itamaraty também ficou incomodado com a condução do processo pelos Estados Unidos. Integrantes da diplomacia brasileira avaliam que Washington rompeu a tradição ao oficializar a indicação de Daniel Perez sem antes submeter seu nome ao governo brasileiro para análise, interlocução que costuma ocorrer entre os dois países, em sigilo, antes de um anúncio oficial.
? Procurado pela coluna na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores informou apenas que não comentava "questões sigilosas da Convenção de Viena, agrément entre elas".
? Nos bastidores, porém, o episódio já era tratado como um dos principais focos de tensão entre os governos de Lula e Donald Trump.
? Agora, a coluna antecipa uma nova medida em análise pelo governo dos Estados Unidos: não era só o visto de Viotti que estava no radar. A Casa Branca avalia cancelar o visto de mais autoridades brasileiras.
Antecipação II
? A coluna também antecipou na segunda-feira (3/8) que o Podemos ficaria neutro na eleição presidencial e não apoiaria a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).
? Nesta terça-feira, o partido comunicou a decisão pela neutralidade. Em carta, a presidente da sigla, Renata Abreu, disse que a legenda "respeita todas as candidaturas" e a "diversidade de opiniões".
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