O ministro André Mendonça (STF) foi sorteado para relatar a queixa-crime apresentada pelo ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), contra o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). A distribuição ocorreu na noite desta terça-feira (14/7), conforme certidão emitida pela Corte.
Conforme a coluna revelou, a ação foi protocolada por Caiado após declarações feitas por Boulos em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo a defesa do ex-governador, o ministro o associou falsamente ao crime organizado e atingiu sua honra ao questionar contratos firmados pelo governo de Goiás com a Fundação Pró-Cerrado.
Os advogados de Caiado pedem a condenação de Boulos pelos crimes de calúnia, difamação e injúria. Na petição, sustentam que o ministro afirmou que o governador estaria "envolvido hoje num escândalo relacionado ao crime organizado" e citou um contrato de aproximadamente R$ 141 milhões entre o Estado de Goiás e a Fundação Pró-Cerrado, cujo presidente é investigado por suposta lavagem de dinheiro.
A defesa de Caiado afirma, no entanto, que a investigação envolvendo o empresário diz respeito exclusivamente a operações privadas e não aponta qualquer irregularidade nos contratos da fundação com o governo estadual nem envolve o governador. Para os advogados, Boulos criou uma narrativa falsa ao sugerir uma ligação entre Caiado e o suposto esquema.
Com a definição do relator, caberá agora ao ministro André Mendonça analisar os pedidos apresentados por Caiado e decidir sobre o prosseguimento da ação. Até o momento, Guilherme Boulos ainda não constituiu advogado nos autos, conforme consta no andamento processual do STF.
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