A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou ao STF que agentes da Polícia Federal (PF) entraram na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 4 de julho, para entregar a notificação da cassação de sua autorização de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC). A entrada foi autorizada após contato telefônico com o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, segundo relatório encaminhado à Corte.
O documento, elaborado pelo Núcleo de Custódia da PMDF, registra que dois agentes permaneceram no imóvel entre 13h30 e 13h35 exclusivamente para entregar a notificação. Segundo o relatório, o acesso à residência foi liberado "mediante autorização verbal proferida após contato telefônico no gabinete do ministro Alexandre de Moraes".
Naquele dia, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e havia recebido, mais cedo, visitas dos filhos Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro.
Quatro dias depois, a PF voltou ao endereço para cumprir um mandado de busca e apreensão determinado por Moraes no âmbito da execução penal do ex-presidente. A operação teve como objetivo localizar e recolher armas que eventualmente ainda estivessem em posse de Bolsonaro após a cassação de seu registro de CAC.
A perda da autorização de Colecionador, Atirador e Caçador faz parte das medidas determinadas por Moraes na execução da pena. O ministro também ordenou o recolhimento das armas registradas em nome de Bolsonaro, que passaram a ser entregues à Polícia Federal em cumprimento às decisões do STF.
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