Correio da Manhã
Exército brasileiro

Exército investe R$ 48 milhões para modernizar canhão capaz de destruir blindados

Atualização inclui oito torres UT30BR, capazes de destruir blindados e fortificações, além de ampliar a capacidade contra drones

Exército investe R$ 48 milhões para modernizar canhão capaz de destruir blindados
Armamento é produzido no Brasil Crédito: Reprodução

O Exército Brasileiro firmou um contrato de R$ 48,471 milhões para modernizar o sistema de armas do blindado Guarani, equipado com um canhão automático de 30mm capaz de destruir veículos blindados leves, fortificações e neutralizar alvos de baixa altitude, como drones e helicópteros. O acordo prevê a atualização de oito torres UT30BR para a versão mais moderna UT30BR2.

O contrato foi assinado com a empresa Ares Aeroespacial e Defesa. O acordo inclui, além da modernização das torres, a integração dos equipamentos ao blindado Guarani 6x6 e testes de aceitação em campo. Segundo o documento, serão desenvolvidos inicialmente dois protótipos da nova versão. Após a aprovação nos testes, outras seis torres serão atualizadas, totalizando oito sistemas modernizados. O cronograma prevê a conclusão das entregas em 2026.

A principal novidade é que a versão UT30BR2 será preparada para receber um kit de proteção contra Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP). A tecnologia ampliará a capacidade do blindado para enfrentar drones, ameaça que ganhou protagonismo em conflitos recentes, como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

A UT30BR é uma torre de armas remotamente controlada desenvolvida para equipar o blindado Guarani. O sistema permite que toda a operação do armamento seja feita de dentro da viatura, reduzindo a exposição da tripulação ao fogo inimigo.

Além do canhão automático de 30mm, a torre pode ser equipada com uma metralhadora coaxial (7,62mm) e sistemas de observação e estabilização que permitem disparos precisos mesmo com o veículo em movimento, além de possuir visão térmica.

O contrato também prevê que a Ares prestará assistência técnica por cinco anos para as torres modernizadas, realizará cursos de capacitação para militares e fornecerá equipamentos para estruturar uma oficina de manutenção do sistema no Exército, sem custos adicionais para a administração pública.