A Polícia Federal (PF) formalizou um contrato de R$ 21,7 milhões para adquirir seis sistemas de proteção contra drones fabricados pela empresa israelense D-Fend Solutions, referência mundial no segmento. A tecnologia é utilizada por forças militares, órgãos de segurança e governos de diversos países para detectar, identificar e neutralizar aeronaves não tripuladas sem a necessidade de abatê-las.
O contrato prevê a compra de quatro sistemas estacionários (fixos) e dois sistemas móveis, ao custo total de US$ 3,81 milhões, equivalente a R$ 21,7 milhões, pela cotação utilizada pela PF. Cada equipamento foi contratado por cerca de R$ 3,6 milhões.
O objeto da contratação é um sistema do tipo C-UAS (Counter Uncrewed Aerial Systems), desenvolvido para proteger áreas sensíveis contra drones hostis. Diferentemente de equipamentos que simplesmente bloqueiam o sinal ou derrubam a aeronave, a tecnologia atua por meio de ataques cibernéticos via radiofrequência.
O mecanismo detecta o drone, identifica seu modelo e sua localização, rastreia o operador e pode assumir o controle da aeronave, fazendo com que ela pouse em segurança ou retorne ao ponto de origem. Esse método reduz o risco de danos colaterais em locais com grande circulação de pessoas ou infraestrutura crítica.
A tecnologia ganhou ainda mais relevância após a explosão do uso de drones em conflitos armados, especialmente na guerra entre Rússia e Ucrânia, onde esses equipamentos passaram a ser empregados em larga escala para reconhecimento, vigilância e ataques. O avanço desse cenário impulsionou a demanda mundial por sistemas capazes de neutralizar drones de forma precisa e sem interferir em outros equipamentos eletrônicos.
Segundo a fabricante, seus sistemas estão em operação em mais de 30 países, incluindo integrantes da Otan, da aliança Five Eyes e do G7. Também são utilizados por agências do governo dos Estados Unidos, forças militares, órgãos de segurança pública, aeroportos e operadores de infraestrutura crítica.
No caso da PF, os equipamentos poderão ser empregados em operações especiais, proteção de autoridades, segurança de grandes eventos, combate ao uso criminoso de drones e defesa de instalações estratégicas.
O contrato terá vigência de cinco anos. O documento também prevê garantia contratual equivalente a 3% do valor contratado, proibição de subcontratação e possibilidade de reajuste pelo IPCA após o primeiro ano.
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