O advogado Guilherme Mitoti recebeu críticas nas redes sociais após publicar um vídeo gravado dentro de uma delegacia utilizando um acessório semelhante a um distintivo preso ao pescoço. A imagem gerou repercussão nas redes sociais e questionamentos sobre o uso do objeto pelo profissional.
No vídeo, o profissional afirma que está em uma delegacia para acompanhar um cliente que havia sido intimado pela polícia. "Acompanhando o cliente que recebeu uma intimação", diz logo no início da gravação.
Na sequência, ele defende a importância da assistência jurídica ainda na fase policial. "Por isso, a importância de um advogado em sede policial. Quando recebe a intimação, não é obrigado ter a presença de um advogado, mas é muito importante você contratar um advogado".
Apesar da mensagem voltada à orientação jurídica, o que mais chamou a atenção dos usuários foi o acessório utilizado pelo advogado, semelhante a um distintivo. Nos comentários, diversos internautas e profissionais do direito ironizaram a situação.
"Às vezes o preço por enxergar é muito alto", escreveu um perfil. Outro comentou: "Mamãe eu queria ser delegado, mas só consegui passar na OAB". Também houve quem ironizasse a aparência do objeto, chamando-o de "bolachão".
Pela legislação brasileira, advogados não têm obrigação legal de utilizar distintivos, crachás ou qualquer outro acessório de identificação para atuar em delegacias ou acompanhar clientes em procedimentos policiais.
A identificação do profissional ocorre, em regra, por meio da carteira expedida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), documento que comprova a habilitação para o exercício da advocacia e garante o acesso às prerrogativas previstas no Estatuto da Advocacia.
Menu