O Supremo Tribunal Federal (STF) apontou a existência de uma "guerra" entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Rondônia. Segundo a Corte, ao menos sete homicídios investigados estariam ligados à disputa entre as facções criminosas no estado.
A referência consta em decisão assinada pelo ministro Cristiano Zanin, que negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Diego Matheus Oliveira de Jesus, investigado por homicídio qualificado e apontado como integrante do CV.
No despacho, Zanin reproduziu trechos das decisões das instâncias inferiores e destacou relatório policial segundo o qual "sete homicídios estão diretamente relacionados a uma guerra entre membros do CV contra dissidentes e membros da facção rival PCC".
De acordo com a investigação, os suspeitos integrariam uma estrutura criminosa ligada ao CV, com funções de liderança, gerência e execução. O relatório citado pelo STF aponta que os integrantes atuariam em tarefas relacionadas ao tráfico de drogas, homicídios, torturas e posse ilegal de armas.
A decisão também menciona uma tentativa de homicídio contra um homem conhecido como "Dogão". Segundo os autos, o ataque teria ocorrido como represália à morte de Gustavo Gomes Verly, atribuída pelo CV ao PCC. O documento afirma que integrantes da facção teriam autorizado a execução.
Ao manter a prisão preventiva, Zanin afirmou que a gravidade concreta dos fatos e o contexto de disputa entre facções justificam a medida cautelar. O ministro também destacou que as instâncias anteriores apontaram indícios de participação do investigado em ações ligadas ao chamado "tribunal do crime" e ao planejamento de execuções.
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