O senador Sergio Moro (PL), pré-candidato ao Governo do Paraná, derrapou nas estatísticas ao criticar a atuação das forças de segurança nas fronteiras do estado. Dados oficiais mostram que, ao contrário do que afirmou o parlamentar, as apreensões de drogas bateram recorde nos últimos anos.
Em entrevista à revista Veja, Moro afirmou que as operações integradas nas fronteiras do Paraná "acabaram" e que houve redução dos investimentos na integração entre as forças policiais.
"Parou de se investir nesses centros de integração entre as forças policiais", declarou o senador.
Os números, porém, apontam em outra direção. Em 2019, quando Moro era ministro da Justiça e Segurança Pública, as forças policiais apreenderam 144 toneladas de drogas no Paraná. Em 2025, esse volume chegou a 566,3 toneladas, um aumento superior a 290%.
O Paraná também liderou o ranking nacional de apreensões de maconha em 2025. Segundo os dados oficiais, as operações representaram um prejuízo estimado em R$ 767 milhões ao crime organizado, com uma média de aproximadamente 1,5 tonelada de drogas retirada de circulação por dia ao longo do ano.
Além dos resultados operacionais, o governo estadual ampliou a estrutura de policiamento na faixa de fronteira. Foi construída uma nova base operacional do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), em Santa Helena, além da implantação de outras 11 bases do programa Polícia de Fronteira.
As unidades reúnem ações integradas da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Receita Federal, Forças Armadas, além da colaboração de secretarias estaduais e autoridades municipais. O modelo de atuação conjunta contrasta com a declaração de Moro de que a integração entre as forças de segurança teria sido interrompida.
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