Um levantamento nacional realizado pela Indexa Pesquisas revela que os brasileiros favoráveis à criação de um mandato para ministros do STF superam os que defendem a manutenção do modelo atual. Segundo o estudo, 39% dos entrevistados apoiam a adoção de um prazo, entre 12 e 16 anos, para magistrados permanecerem no Supremo.
Atualmente, os ministros da Corte são indicados pelo presidente da República e, após aprovação do Senado, permanecem no cargo até a aposentadoria compulsória, hoje fixada em 75 anos. Na prática, isso permite que um magistrado permaneça por décadas no tribunal, influenciando decisões que atravessam diferentes governos e gerações políticas.
De acordo com a pesquisa, 36% dos entrevistados se disseram contrários à mudança e defendem a continuidade do sistema vigente. Outros 15% afirmaram não ter posição definida sobre o tema, enquanto 10% não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, por meio de 2 mil entrevistas telefônicas em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02154/2026.
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