Presidente do TSE

Os 3 tipos de deepfake que preocupam Nunes Marques na chefia do TSE

Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques afirma que ferramentas de IA ampliam desinformação e podem configurar abuso de poder político ou econômico

Os 3 tipos de deepfake que preocupam Nunes Marques na chefia do TSE
Nunes Marques determinou multa diária de R$ 500 mil Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou estar preocupado com o avanço de três modalidades de deepfake utilizadas no contexto eleitoral deste ano. Segundo o magistrado, as ferramentas de inteligência artificial têm potencial para ampliar a disseminação de desinformação durante campanhas.

"Quanto às deepfakes, as modalidades mais utilizadas na seara eleitoral são três: a troca de rosto, que substitui feições com alta fidelidade, a clonagem de voz, que replica entonação, sotaque e ritmo, e a sincronização labial, que altera movimentos labiais para se inconclusar com qualquer áudio fabricado", disse o magistrado durante evento promovido pela empresa de comunicação FSB, nessa quarta-feira (20/5).

O presidente do TSE também alertou para o uso estratégico dessas ferramentas para manipular o eleitorado. "A ameaça, portanto, não é apenas a mentira isolada, é a mentira tecnicamente otimizada, distribuída no momento certo, para o público certo, com aparência de autenticidade e com capacidade de explorar vieses cognitivos já existentes", afirmou. Ele destacou que uma deepfake lançada às vésperas de um pleito eleitoral pode provocar um impacto irreversível, sendo importante atuar para prevenir situações do tipo.

Em seguida, o magistrado citou medidas adotadas pelo tribunal para tentar coibir o uso irregular de conteúdos manipulados por inteligência artificial nas eleições. "Entre as medidas adotadas, destaca-se o reconhecimento de que o uso irregular de conteúdo criado, gerado ou modificado por inteligência artificial, quando utilizado em violação às normas eleitorais, pode configurar uso indevido dos meios de comunicação e, conforme as circunstâncias do caso concreto, abuso de poder político ou econômico", disse.

Pedido de Flávio

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, será o responsável por analisar o pedido de suspensão da pesquisa AtlasIntel feito pela campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

O PL argumenta que o questionário utilizado pelo instituto teria direcionado respostas negativas relacionadas ao senador. O levantamento possui 48 perguntas e aborda o impacto político do vazamento de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro.