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Coluna Magnavita | Flávio Dino usou as mesmas técnicas das assembleias do PCdoB para evitar votação contra Moraes

Coluna Magnavita | Flávio Dino usou as mesmas técnicas das assembleias do PCdoB para evitar votação contra Moraes
Flávio Dino Crédito: Alejandro Zambrana/STF

Para um militante da política estudantil, que militou nos diretórios acadêmicos aparelhados pela esquerda no período do regime militar, o que ocorreu no STF, no último dia 15 de setembro, foi a importação para o plenário do Supremo de velhas práticas do PCdoB para tumultuar votações que cheiravam a derrota.

Depois de infrutíferos embates ideológicos e com a iminência de uma derrota, os militantes do ambiente universitário começavam a contestar a autoridade da mesa que presidia os trabalhos. Depois, começavam a se digladiar entre os opositores das ideias que se apresentavam com vitoriosas e promoviam uma confusão tão grande que os trabalhos eram suspensos e as assembleias eram encerradas sem nenhuma votação. Neste caso, não votar é afastar a derrota.

É só perguntar a Ricardo Cappelli, ex-secretário executivo do Ministério e ex-secretário de Comunicação do Maranhão, como ele fazia quando foi Presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) entre 1997 e 1999. Durante o seu mandato, uma das ações de maior repercussão foi a organização da vinda do líder cubano Fidel Castro ao Brasil para o 46º Congresso da entidade. Na época da militância universitária, ele era filiado ao PCdoB (partido histórico no comando da UNE), legenda na qual permaneceu por décadas até migrar para o PSB, acompanhando o ministro Flávio Dino, de quem é muitíssimo próximo e conselheiro.

O que ocorreu no STF foi a utilização da mesma fórmula. Só que estamos falando da Suprema Corte de um país com as dimensões e importância do Brasil, e não de uma assembleia estudantil dominada pelo PCdoB, aliás, o mesmo partido pelo qual Flávio Dino foi eleito deputado federal e depois Governador do Maranhão.