O ministro André Mendonça está curioso para saber porque tanto mistério e omissão das investigações do Banco Master sobre as cártulas do BESC (certificados físicos de ações do antigo Banco do Estado de Santa Catarina) estão no centro de investigações criminais e financeiras envolvendo o Banco Master e a gestora Reag Investimentos. De acordo com apurações do Banco Central, da Polícia Federal e da CVM, esses papéis antigos e sem valor de mercado real foram utilizados para inflar artificialmente o patrimônio de fundos de investimento e simular garantias de liquidez bilionárias.
Os certificados em papel representavam ações emitidas pelo banco catarinense. O BESC foi incorporado pelo Banco do Brasil em 2008. O prazo regulamentar para resgate ou conversão em dinheiro dessas ações expirou há anos, tornando os papéis físicos obsoletos.
O Tesouro Nacional já catalogou a tentativa de monetizar esses papéis antigos como prática de fraude.
As cártulas do BESC chegaram a lastrear R$ 11,5 bilhões em movimentações artificiais nos fundos de investimento ligados ao ecossistema do Banco Master. A engrenagem funcionava por meio de uma maquiagem contábil que inflava o valor dos papéis em mais de 60.000%, criando uma ilusão de patrimônio bilionário.
O ministro André Mendonça, ao colocar a lupa, vai esbarrar em nomes poderosos, incluindo grandes escritórios de advocacia. Além dos investigadores, parte da mídia esqueceu o tema.
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