Hoje, 13 de maio, uma data que deveria ser comemorada em dose dupla pelos brasileiros, mas que cada vez mais é apagada da nossa memória. Em 13 de maio de 1822, o Príncipe Regente D. Pedro de Alcântara recebeu e aceitou o título de Defensor Perpétuo do Brasil. O título foi outorgado pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro e por lideranças políticas (liberais e maçons), sob a liderança de Gonçalves Ledo. Este evento foi um dos passos jurídicos e simbólicos mais importantes para a Independência do Brasil, ocorrida meses depois.
Na mesma data, em 13 de maio de 1888, a neta do então príncipe D Pedro, a princesa Isabel, filha de D Pedro II, assinava a Lei Áurea, abolindo a escravatura no Brasil, em um movimento no qual a maçonaria foi protagonista.
Uma corrente do "politicamente correto" tenta apagar o protagonismo da Princesa Isabel. Uma injustiça com uma das personalidades mais marcantes da história brasileira.
A maçonaria, protagonista destes dois momentos, deveria manter viva a relevância histórica de 13 de maio. Zumbi dos Palmares é mais festejado do que a princesa.
O local de assinatura da Lei Áurea foi o Paço Imperial na cidade do Rio de Janeiro e a caneta usada pela princesa Isabel está guardada no Museu Imperial de Petrópolis. Para os dois lugares, o 13 de maio é um dia como qualquer outro.