A 15ª edição do Brazil Investment Forum, promovida pelo LIDE, reuniu nesta terça-feira (12), em Nova York, empresários, governadores, parlamentares e executivos para discutir os caminhos do desenvolvimento brasileiro em meio às transformações globais provocadas pela inteligência artificial, pela transição energética e pelas mudanças geopolíticas. Ao longo do evento, realizado durante a Brazilian Week, lideranças defenderam reformas estruturais, responsabilidade fiscal, segurança jurídica e maior capacidade de diálogo político para destravar o crescimento do país.
Um dos discursos de maior repercussão foi o do ex-presidente Michel Temer, que pediu pacificação política e destacou o potencial econômico brasileiro mesmo diante do atual cenário fiscal. "Nós temos inflação alta, juros elevados, mas temos que manter o otimismo, porque o Brasil é o país das oportunidades", afirmou. Temer também ressaltou a importância da integração entre setor público e iniciativa privada, defendendo o diálogo institucional como um dos pilares da democracia e do desenvolvimento econômico.
O tom reformista predominou entre os participantes. O deputado federal Pedro Paulo defendeu a revisão do arcabouço fiscal e a retomada da reforma administrativa, afirmando que "o Estado brasileiro é muito grande" e precisa enfrentar privilégios e modernizar sua estrutura.
Já o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema afirmou que "o Brasil precisa de uma chacoalhada", defendendo privatizações, redução da máquina pública e um "choque moral" contra corrupção e desperdícios. Para Zema, o país precisa ser gerido com visão empresarial para recuperar competitividade e capacidade de investimento.
A pauta tecnológica e energética também esteve no centro das discussões. O CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, afirmou que a inteligência artificial abre uma oportunidade histórica para o Brasil reduzir barreiras de entrada e acelerar o desenvolvimento tecnológico. "A inteligência artificial derruba muitas barreiras de entrada em empresas na área de tecnologia", declarou. Na mesma linha, parlamentares como Arnaldo Jardim, Danilo Forte e Renata Abreu defenderam investimentos em data centers, hidrogênio verde, inteligência artificial e energias renováveis, apontando o Brasil como protagonista global da transição energética.
Outro eixo dominante do fórum foi a necessidade de fortalecer a segurança jurídica e melhorar o ambiente de negócios. O deputado federal Mersinho Lucena afirmou que "não há inovação sem confiança, não há investimento sem segurança jurídica", ao defender previsibilidade regulatória e proteção à propriedade intelectual. O senador Fabiano Contarato também pediu mais responsabilidade institucional e afirmou que "não legislar também é uma decisão", ao defender maior protagonismo do Congresso em temas ligados à segurança pública, meio ambiente e desenvolvimento econômico.
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