O pra lá de experiente Gilberto Kassab não exigiu que candidatos a governos estaduais de seu PSD ou apoiados pelo partido fiquem ao lado de Ronaldo Caiado. Mas, apesar da liberação, decidiu criar comitês conjuntos para fortalecer o ex-governador goiano, o postulante ao Palácio Planalto que escolheu.
Com Caiado
Assim, vai criar no Rio um comitê Eduardo Paes-Caiado — filiado ao PSD, o ex-prefeito carioca já anunciou e reiterou que apoiará a reeleição de Lula. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) estará ao lado de Flávio Bolsonaro. Mas isso não impedirá o comitê Tarcísio-Caiado.
Embarcados
Estar com pés em várias canoas disponíveis não chega a ser uma novidade para Kassab. Até outro dia, ele integrava o secretariado de Tarcísio ao mesmo tempo em que seu partido mantinha — e mantém — três ministérios no governo Lula. Agora, ele faz com que aliados não desprezem outras embarcações.
Dilema para Paes
A eventual desistência de Flávio Bolsonaro gerada pela crise com o Master e a eventual bênção da oposição à candidatura de Caiado complicariam a situação de Eduardo Paes no Estado Rio. Seria difícil para ele sustentar o apoio a Lula diante de um eventual crescimento nas pesquisas do ex-govenador goiano, que é do seu partido.
Montaria
Disposto a não arrumar problema com os eleitores bolsonaristas, Caiado mantém a posição divulgada na semana. Não faz carga contra Flávio, diz que é preciso dar explicações e ressalta a necessidade de união das oposições contra Lula. Se o cavalo passar — não precisa ser branco como em 1989 —, ele monta.
Cuidados
Na avaliação do ex-governador, não faria sentido brigar com 25% do eleitorado, percentual fechado com o bolsonarismo. Ele teme também que um enfraquecimento de candidatos da direita viabilize a vitória de Lula no primeiro turno (o que ocorrerá se ele tiver metade mais um dos votos).