IRM devolve R$ 70 milhões aos cofres do Estado do Rio
20 de agosto de 202600:10Rafael Oliveira
Atualizado em 20 de agosto de 2026 - 00:13
Instituto é o primeiro órgão a devolver recursos ao TesouroCrédito: Divulgação/Gov RJ
O Instituto Rio Metrópole (IRM) devolveu nesta quarta-feira (19) cerca de R$ 70 milhões aos cofres do Estado, segundo informações divulgadas pelo Governo do Estado. O valor faz parte do orçamento estadual destinado ao instituto e, de acordo com o governo, poderá ser devolvido sem comprometer contratos e obrigações. Desde 24 de março, 5.968 servidores comissionados foram exonerados, gerando uma economia estimada em R$ 280 milhões até o fim de 2026. O IRM também possui cerca de R$ 300 milhões em um fundo formado por recursos de diferentes fontes. Segundo o Estado, um estudo técnico e jurídico avalia a possibilidade de devolver parte desse montante. A devolução de R$ 70 milhões é apresentada pelo governo como a primeira efetivada dentro do processo de revisão de despesas.
Economia além dos cortes
Governo do RJ em clima de revisão de despesasCrédito: Eduardo P, CC BY-SA 3.0/Via Wikimedia Commons
Segundo informações divulgadas pelo Governo do Estado, a devolução dos R$ 70 milhões foi possível após uma revisão financeira indicar que o IRM poderia manter contratos e obrigações sem utilizar o recurso. O movimento ocorre no contexto da revisão de despesas iniciada pelo governo, que resultou, desde março, na exoneração de 5.968 servidores comissionados e em uma economia estimada em R$ 280 milhões até o fim de 2026.
De volta à missão metropolitana
O Governo do Estado informou que o IRM prepara uma retomada da agenda metropolitana após o processo de reestruturação. Segundo o governo, os três eixos prioritários serão mobilidade, drenagem e ordenamento territorial. A proposta é ampliar a articulação entre Estado e municípios em temas que envolvem mais de uma cidade. O modelo citado como referência inclui a lógica de integração do Sistema Único de Saúde (SUS).
Transporte integrado
Entre as medidas apresentadas pelo Governo do Estado está a discussão sobre integração tarifária e operacional de ônibus, trens, metrô, barcas e outros modais. A proposta inclui a possibilidade de um único cartão no sistema metropolitano. Casa Civil, IRM, Secretaria de Transportes e BNDES já discutem o tema. Segundo o governo, a análise de um protocolo de intenções deve ser concluída até o fim do ano.
Drenagem sem fronteiras
Na área de drenagem, o Governo do Estado informou que o IRM pretende reunir Estado, municípios, comitês de bacia e instituições de pesquisa para discutir soluções de macrodrenagem. Entre os exemplos citados está a bacia do Rio Sarapuí, que atravessa municípios da Baixada Fluminense e envolve estruturas destinadas ao controle das águas. O caso é apontado como um exemplo de problema que ultrapassa limites municipais.
Ocupação do território
O ordenamento territorial é o terceiro eixo informado pelo Governo do Estado para a nova agenda do IRM. A proposta é ampliar a coordenação entre Estado e municípios em áreas relacionadas a obras de infraestrutura, sistemas de drenagem, diques e outras estruturas de proteção. Segundo o governo, o objetivo é considerar os impactos de decisões sobre ocupação do território em diferentes municípios.
Governança regional
De acordo com o Governo do Estado, a reestruturação também prevê mudanças na governança metropolitana, com maior articulação entre o Estado e as prefeituras. A intenção informada é fortalecer a participação conjunta nas decisões sobre temas de interesse comum. O IRM foi criado para atuar na coordenação de políticas voltadas à Região Metropolitana.
Próximo governo
O Governo do Estado informou ainda que o IRM pretende entregar, até o fim deste ano, uma agenda estratégica para orientar o próximo governo. O documento deverá reunir prioridades de investimentos e projetos para a Região Metropolitana, distribuídos em três horizontes: curto prazo, de até um ano; médio prazo, de quatro anos; e longo prazo, com planejamento para 10 anos.
BNDES na articulação
As discussões sobre o transporte metropolitano já envolvem Casa Civil, IRM, Secretaria de Transportes e BNDES, segundo o Governo do Estado. A intenção é avaliar um acordo de cooperação para a realização de estudos sobre a integração dos diferentes modais. O governo informou que a análise dos termos de um protocolo de intenções deve avançar até o fim do ano.
O alerta do Rio Sarapuí
No caso do Rio Sarapuí, o Governo do Estado citou situações em que estruturas construídas para controlar as águas e reduzir os impactos das chuvas foram afetadas, em determinados pontos, pela ocupação irregular do território. O exemplo aparece na agenda apresentada para mostrar a necessidade de tratar infraestrutura e ordenamento territorial de forma articulada entre os municípios.
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