Hoje, Dia Internacional da Pessoa Idosa, o IBGE mostra que o Distrito Federal alcançou, em 2025, o maior percentual do país de idosos conectados à internet, segundo a PNAD Contínua TIC.
O levantamento indica que 88,3% das pessoas com 60 anos ou mais utilizaram a rede no período de referência, resultado que reforça a presença crescente desse grupo em serviços digitais, plataformas de comunicação e atividades cotidianas mediadas por tecnologia.
A expansão acompanha o avanço da infraestrutura de conectividade no DF, que registra altos índices de acesso à banda larga móvel, forte presença de dispositivos conectados nos domicílios e uso diário da internet por quase toda a população de 10 anos ou mais.
O dado se insere em um cenário nacional de envelhecimento acelerado, no qual o Brasil já ultrapassa 36 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.
No DF, a combinação entre renda média mais elevada, ampla cobertura de rede móvel e forte difusão do telefone celular como principal meio de acesso contribui para reduzir barreiras tecnológicas e ampliar a participação dos idosos em serviços públicos digitais, bancos, compras online e comunicação por vídeo.
A tendência reforça a necessidade de políticas específicas para atender uma população idosa cada vez mais conectada, que demanda plataformas acessíveis, atendimento remoto e ferramentas adaptadas às suas rotinas.
Mesmo com avanço da inclusão digital, idosos do DF ainda enfrentam barreiras de acesso à internet
A PNAD Contínua TIC 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que parte dos idosos do Distrito Federal ainda enfrenta obstáculos para acessar a internet, apesar do avanço da inclusão digital na capital.
Entre as pessoas que não utilizaram a rede no período de referência, o principal motivo informado foi não saber usar a tecnologia, apontado por 46,1% dos entrevistados.
A preocupação com privacidade ou segurança aparece em seguida, com 16,1%, enquanto 14,1% afirmaram não sentir necessidade de acessar serviços digitais. O custo do serviço ou do equipamento foi citado por 7,9% dos que permanecem fora do ambiente online.
Esses fatores revelam que a exclusão digital entre idosos não está apenas relacionada à infraestrutura, mas também a barreiras de conhecimento, confiança e adaptação ao uso cotidiano da internet.
O DF possui uma das maiores proporções de usuários diários da rede e forte presença de dispositivos conectados nos domicílios, mas parte da população idosa ainda encontra dificuldades para navegar, acessar serviços públicos, realizar operações bancárias ou utilizar aplicativos de comunicação.
O diagnóstico reforça a importância de programas de capacitação, atendimento presencial e ações de suporte que reduzam desigualdades e ampliem a autonomia digital do grupo 60+.
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