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BRASILIANAS | Segunda rodada de sabatinas reúne mais três candidatos e reforça papel do setor produtivo no desenvolvimento do DF

Encontro ouviu Ricardo Capelli (PSB), Celina Leão (PP) e Kiko Caputo (Novo) e expôs caminhos para o DF -- Economia criativa, crédito e mobilidade estruturam a segunda rodada do Diálogos com o Setor Produtivo

BRASILIANAS | Segunda rodada de sabatinas reúne mais três candidatos e reforça papel do setor produtivo no desenvolvimento do DF
A candidata Celina Leão, do PP, durante evento da sabatina Crédito: Divulgação/Fecomércio-DF

A segunda rodada do projeto Diálogos com o Setor Produtivo, realizada na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), reuniu Ricardo Capelli (PSB), Celina Leão (PP) e Kiko Caputo (Novo) em um encontro marcado pela defesa de maior integração entre governo e empresários na formulação das políticas públicas.

Os três candidatos reconheceram que o setor produtivo é responsável por sustentar a geração de empregos, investimentos e renda nas regiões administrativas, e que o desenvolvimento econômico do Distrito Federal depende de um ambiente de negócios mais estável, previsível e conectado às demandas das entidades representativas.

A segunda etapa reuniu as sete entidades que representam a espinha dorsal da economia brasiliense — a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), a Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra), a Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF), a própria Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae-DF), a Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Telecomunicações (Fenatac) e a Federação das Associações Comerciais e Industriais do Distrito Federal (Faci-DF).

A economia criativa apareceu como eixo comum nas exposições. Capelli classificou o setor como estratégico e defendeu incentivos fiscais e investimentos em inovação e tecnologia. Celina destacou que o DF já conta com recursos destinados ao segmento e reforçou a importância de valorizar as vocações de cada cidade. Kiko propôs políticas que preservem a identidade das regiões e aproximem inovação e empreendedorismo da realidade local.

O projeto apresentado pela Fecomércio-DF para transformar o Setor Comercial Sul em polo de economia criativa, tecnologia e inovação foi citado pelos três candidatos como exemplo de iniciativa capaz de reorganizar o centro da capital e atrair novos investimentos.

Ao final da sabatina, os três receberam dois documentos elaborados pelo Sistema Fecomércio-DF: a Agenda Estadual do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF, com diagnósticos e prioridades do setor, e as propostas do programa Vai Turismo, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que reúnem recomendações para políticas públicas voltadas ao turismo e à economia criativa.

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O candidato Ricardo Capelli, do PSB, durante evento da sabatina | Foto: Divulgação/Fecomércio-DF

Candidatos detalham propostas específicas para infraestrutura, gestão e regularização fundiária

As propostas específicas apresentadas por Ricardo Capelli (PSB), Celina Leão (PP) e Kiko Caputo (Novo) na segunda rodada do Diálogos com o Setor Produtivo evidenciaram diferenças importantes na forma como cada candidato pretende conduzir a gestão pública e enfrentar desafios estruturais do Distrito Federal.

O crédito para micro e pequenas empresas também esteve no centro das discussões. Capelli defendeu que o Banco de Brasília (BRB) deve atuar de forma mais voltada ao empreendedor, enquanto Celina afirmou que a instituição tem retomado a aproximação com o empresariado. Kiko destacou a necessidade de ampliar o microcrédito orientado e fortalecer ações de educação financeira. Na mobilidade, os candidatos convergiram na necessidade de ampliar o transporte de massa, retomar projetos estruturantes e integrar regiões com soluções que reduzam custos operacionais e ampliem a eficiência da circulação.

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O candidato Kiko Caputo, do Partido Novo, durante evento da sabatina | Foto: Divulgação/Fecomércio-DF

Embora a economia criativa, o crédito e a mobilidade tenham dominado o debate geral, as medidas detalhadas revelam abordagens distintas para regularização fundiária, infraestrutura e ambiente de negócios.

Ricardo Capelli propôs criar uma Secretaria Especial de Regularização Fundiária, com a missão de acelerar processos, combater a grilagem e fortalecer a atuação da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) no planejamento urbano. O candidato também defendeu vincular uma futura agência de investimentos a um projeto claro de desenvolvimento econômico, garantindo que ações de atração de capital estejam alinhadas às prioridades estratégicas do DF.

Na infraestrutura, Capelli reforçou a necessidade de ampliar o BRT, estender as linhas de metrô e retomar o projeto do Anel Viário como eixo de integração regional.

Celina Leão destacou ações já em andamento no governo, como a aquisição de 15 novos vagões para o Metrô-DF, o início da licitação para modernização dos sistemas e a previsão de implantação da Linha 2. A candidata também citou a retomada do Anel Viário, com investimento estimado em R$ 120 milhões, e defendeu ampliar a malha cicloviária das regiões administrativas.

Na regularização fundiária, Celina afirmou que o avanço depende de determinação política, diálogo com os setores envolvidos e planejamento das intervenções necessárias.

Kiko Caputo apresentou uma agenda voltada à simplificação do ambiente de negócios e ao fortalecimento do empreendedorismo. Entre as propostas, estão a criação de um escritório de projetos ligado ao gabinete do governador para apoiar empreendedores, a inclusão de conteúdos de educação financeira no ensino médio e metas administrativas como reduzir em 50% o tempo de abertura de empresas e em 80% a taxa de mortalidade empresarial até o quinto ano.

Na infraestrutura, o candidato defendeu entregar duas novas estações de metrô nos primeiros 100 dias de governo, retomar o Anel Viário e contratar seguros para obras públicas, como forma de aumentar a segurança jurídica e reduzir riscos de paralisação.

As propostas específicas apresentadas pelos três candidatos reforçam que, embora compartilhem diagnósticos semelhantes sobre os desafios do DF, cada um aposta em caminhos distintos para reorganizar a gestão, ampliar a infraestrutura e enfrentar entraves históricos da capital.