Além do impasse contábil, a estrutura de garantias exigida pelo Fundo Garantidor de Créditos enfrenta obstáculos adicionais. A Caixa Econômica Federal não poderia participar como garantidora porque o DF está inadimplente na prática, devido à dívida do Centro Administrativo (Centrad), obra que deixou pendências superiores a R$ 700 milhões com o banco público e outras instituições envolvidas. Sem a Caixa e sem manifestação de interesse de bancos privados, a operação não atende ao modelo previsto no acordo discutido no STF.
Paralelamente, o GDF anunciou ter alcançado nota "A" na Capacidade de Pagamento com base em balanços internos do primeiro semestre, mas o Tesouro Nacional mantém o DF com classificação "C", o que limita a contratação de crédito e gerou contestação de opositores. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou como descabida a acusação de "inércia" feita pelo governo distrital e afirmou que o acordo em discussão é o único possível, cabendo ao BRB apresentar um plano de recuperação crível aos bancos.
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